Queridos ouvintes,
Sexta-feira é um dia bom sempre. E com a chegada do sol e o perfume da primavera melhor ainda.
Eu lembro que quando criança primavera para mim era sentir o perfume dos cinamomos, dos pessegueiros, do pé de jasmim do fundo de minha casa.
E também o vento. Como a primavera de minha infância era ventosa.
E eu gostava de correr com o vento me batendo no rosto. E era uma sensação tão gostosa.
Primavera nos traz uma vontade enorme de renovar. De florescer. De arrumar a casa. De chamar amigos para conversar.
Primavera por aqui é tão linda.
E nesta época de gripe A. De medo pela doença que mata e é tão contagiosa, bem vinda seja a estação das flores. Este tempo de abrir janelas, arejar a casa, de ter atividades ao ar livre.
E de fazer coisas prazerosas.
Cada um de nós tem os seus próprios prazeres na vida.
Cada um de nós somos criaturas únicas no mundo. Com nossa genética. Com nosso ambiente familiar e cultural nos moldando sempre.
Nunca deixamos de mudar, de fazer novas escolhas, de nos modificar assim como a natureza faz.
Também temos as nossas tormentas. Nem sempre é primavera na nossa vida.
Mas eu li dois artigos nesta semana que me fizeram pensar o quanto de nossa felicidade diária tem que ser objeto de nosso empenho e vontade pessoal.
Temos que criar na nossa vida espaços para a alegria e a saúde da alma.
Temos que cuidar do corpo sem esquecer que o novo conceito de saúde inclui o bem-estar também afetivo e psíquico.
Ganhei um livro de contos de Clarice Lispector. Essa escritora que domina como ninguém o texto.
O Livro se chama: “Felicidade Clandestina”. E o conto que lhe dá esse nome tem apenas 2 páginas.
Mas, meus amigos, que duas páginas que encerram o segredo mais intimo da escritora.
Ela que era uma leitora voraz. Ela que vinha da geração Monteiro Lobato. Como tantos de nós fomos com as historias maravilhosas do Sitio do Pica-pau amarelo.
Que nos mostraram como uma família se relaciona com alegria.
Mas, Clarice Lispector confessa que a Felicidade para ela seria sempre “aquela coisa clandestina”.
Que a gente quer ter mais ao mesmo tempo teme.
E tem medo de perder quando ela aparece suavemente em nossa vida.
Por isso, nesta primavera vamos fazer de tudo para que a felicidade que está sempre por ai nos cercando a todos... não seja mais clandestina.
Quando você abrir a janela para sentir o sol da primavera chegando... abra também a sua alma para ela.
Hoje é esta a minha opinião.
Bom fim de semana
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
RADIO SALAMANCA FM
SEXTA-FEIRA 28 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Continue a escrever,mesmo que o tempo não colabore,mas,precisamos alimentar a alma.
Um bju.
Postar um comentário