sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Desemprego

Queridos amigos,
Que seriamos nós sem a nossa profissão? Seja ela qual for. Uma profissão que nos permita nos tornar independentes para sobreviver com dignidade é chave para a felicidade.Nesta época de medo pela crise mundial que vem acabando com milhares de postos de trabalho , inclusive nos países mais ricos, ler uma noticia no jornal anunciando que em Rio Grande e Pelotas uma empresa de construção paulista vai empregar nos próximos 2 anos 15 mil pessoas, nos alegra e nos alivia um pouco da angustia de vermos tanto desemprego.Dono de uma das maiores construtoras do pais, o engenheiro Walter Torres, alertou que este crescimento muito rápida da cidade com milhares de pessoas chegando para trabalhar no Porto de Rio Grande, pode ser bom ou muito ruim na vida da cidade, dependendo de como o Poder Público e a prefeitura vão se organizar.Para ele a prefeitura tem que oferecer infra-estrutura para atender essa população com escolas, médicos e segurança.Não pode deixar que com o aumento da demanda por habitação e serviços o morador local se favelize ou fique fora do processo de desenvolvimento.Para o empresário que montará estruturas para Plataformas da Petrobrás, o Dique Seco e serviços para a industria naval, agora o foco é treinar , treinar , treinar mao de obra para assumirem os postos de trabalho usando o maximo dos habitantes locais.Se estima que até 2015 mais de 15 bilhões de dólares sejam aplicados mudando o perfil da região de Rio Grande e Pelotas.Um dado que me chamou a atenção : cada dólar aplicado na industria gera 4 dolares de receita para a região.Sim amigos, estamos precisando urgente mudar o panorama de desenvolvimento aqui na fronteira. O desemprego é tema que deve ser o foco municipal. Nós vivemos no Munincipio não na Federação.É no nosso dia a dia que sentimos a falta de recursos e perspectivas de desenvolvimento sustentado em Quarai.O desafio da nova gestão Municipal será justamente este: abrir frentes de trabalho. Para isso projetos consistentes devem ser feitos com urgência..Paralelamente a isto, eu me pergunto: porque não investir no dinamismo do terceiro setor na área de Turismo?Setor este que mais emprega e tem rápido retorno.O que não podemos é ficar inertes, assistindo o desemprego que maltrata a tantos. Ou melhor a todos!

Hoje é esta a minha opinião!

Boa tarde!

Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ilhas Maldivas

Meus queridos amigos,
O que você faria se fosse habitante de um pequeno país, que além das mais belas praias do mundo é conhecido por estar em vias de sumir sob as águas do mar?Isso mesmo, esse país se chama Ilhas Maldivas. Um arquipélago formado por 1.200 ilhas no meio Oceano Indico.E cujo ponto mais alto tem apenas 2 metros e meio acima do nível do mar. O menor do mundo.Com a mudança climática e o aquecimento global nas ultimas décadas o nível do mar aumentou na região 20 centímetros de altura.Isso Poe em risco a sobrevivência do país que pode afundar no mar.E aqui vem o mais interessante dessa noticia que me chamou para uma reflexão quando li no jornal e agora eu convido você também a pensar?Nesse país, formado por essas maravilhosas ilhas, consideradas como um paraíso terrestre vivem atualmente 346 mil pessoas.O primeiro presidente democraticamente eleito nesta semana: Mohammed Nasheed depois de uma ditadura de 30 anos começou a economizar parte dos lucros do país com o turismo para fazer um fundo e comprar terras no futuro para transferir o país para outro lugar.E este jovem presidente chamou a atenção do mundo com a angustia do seu problema: TER QUE FAZER MIGRAR O PAIS ENTEIRO.Levar as pessoas para outro lugar... deixando para trás as terras, o passado e suas histórias.Que reflexão importante este dilema está obrigando os cientistas, tanto da natureza como da ciência política, a fazer junto com os habitantes das Ilhas Maldivas.Primeiro a necessidade de entender que todos somos seres ecologicamente interdependentes.Por isso o aquecimento global exige que todas as nações, especialmente as mais desenvolvidas, que abusam dos recursos naturais desordenadamente, a mudar comportamento.Somos todos habitantes deste pequeno planeta terra. Todo dia estamos vendo como a natureza nos sinaliza os erros cometidos contra ela. Desastres da natureza vêm matando milhares de pessoas por todos os cantos do mundo.Mas, esta tentativa do presidente de encontrar um outro país que venda terras para que todos os habitantes das Ilhas Maldivas, ameaçadas de afundar no mar, construam uma outra nação, levou os cientistas políticos do Royal Institute of International Affairs da Grã Bretanha a dizer que há grandes questões jurídicas e de soberania nessa migração em massa de um país para outro.O presidente já começou a sondar onde recolocar as Maldivas. Nas nações mais próximas. Índia, Sri Lanka ou Austrália.E eu fico aqui imaginando, como devem se sentir os 346 mil habitantes, sabendo que o espaço territorial do seu país está sendo condenado a desaparecer no mar.Mas fico pensando também, migrante que sou, na importância de ir descobrindo na vida que neste mundo internacionalizado, levamos onde quer que formos esse país idealizado que nos torna passives de felicidade. Porque cada vez eu me convenço mais, meus amigos. Que não são os bens materiais, mas as relações humanas que determinam a nossa possibilidade real de ser felizes nessas décadas que nos é permitido viver.Seja onde for. O país ideal o carregamos dentro de nós para sempre.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa Tarde!

Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM

sábado, 8 de novembro de 2008

Obama

Queridos ouvintes,

Nestes últimos dias tivemos a demonstração de como o mundo ficou realmente globalizado.A crise econômica no mercado da maior potencia mundial: Os Estados Unidos e a campanha eleitoral que elegeu: Barak Hussein Obama a presidência daquele país mobilizou o mundo todo.Os noticiários de todas as redes de comunicação em todos os continentes foram pautados pelo que acontecia nas Bolsas The Wall Street/em Nova York, no Congresso americano em Washignton e nas ruas dos Estados Unidos.Descobrimos de forma clara o quanto somos países periféricos dependentes, não somente da economia como da política dos Estados Unidos.O que acontece lá repercute aqui, nas nossas vidas.Juros que sobem. Preços que despencam ou aumentam de uma hora para a outra segundo o que mercado americano vivencia.Nosso país, por ser um mercado dependente da economia primária, vê a nossa economia dolarizada, flutuar de um lado para outro em menos de 24 horas.Empregos que somem: em São Paulo 1000 trabalhadores da construção civil são demitidos diariamente. E são trabalhadores com pouca especialização, como também, engenheiros e arquitetos de alto padrão técnico.Esta crise internacionalizada não escolhe classe. Atinge a todos de uma maneira ou outra.A crise americana deixou a descoberto a globalização, a dependência e a fragilidade do mercado capitalista.Os Estados Unidos imersos em uma guerra absurda no Iraque, com o país dividido e assustado com a quebra da Banca, encarou uma eleição presidencial que mudou valores na sociedade americana.
Mais de 80 milhões de eleitores foram às urnas nos Estados Unidos voluntariamente. (porque votar lá não é ato obrigatório).Mesmo assim o norte americano em uma demonstração de participação cívica ficou até 6 horas em uma filha para votar.Foi eleito presidente da maior potencia mundial: BARAK HUSSEIM OBAMA, um jovem senador de raça negra, filho de pai africano e mãe branca americana.. Ganhou com uma diferença de 7 milhões de votos.O mundo todo acompanhou surpreso a demonstração democrática do povo americano, que quebrou preconceitos de maneira radical elegendo o primer presidente negro com idéias tão conflitantes com os rumos atuais do seu país..Barak Obama assumiu conceitos e compromissos com a pacificação do mundo. Anunciou a retirada das tropas americanas no Iraque. Isto em um país onde a guerra tem sido uma constante e o conceito de impor pelas armas os seus interesses foi permanente na sua história.Lembro meus amigos, que quando, como bolsista, fui estudar em Michigan nos Estados Unidos, entre tantas coisas que ali aprendi e que mudaram meu jeito de pensar e viver: foi o compromisso que os cidadãos têm que ter com a vida em comunidade.
Como estudante estrangeira foi recebida por uma família americana como se parte de sua família fosse e estando lá durante uma eleição presidencial: Eleição de 68 que elegeu Richard Nixon como presidente eu via admirada como a minha família americana se envolvia na Escola, Na Igreja, nas Ruas, onde quer que fosse para que a guerra do Vietnam acabasse.Estive lá no famoso ano de 68. Embora adolescente senti o impacto da morte do líder negro Martin Luther King. Em 69 o primeiro homem pisou na LUA e os americanos se retiram do Vietnam.Foi nessa época que acontece Woodstock reunindo milhares de artistas e jovens no maior espetáculo de rock e do movimento pacificista hippie do mundo.Foi também em 69 que um milhão de pessoas caminhou nas ruas de Washington pedindo para acabar com a guerra do Vietnam.Sim, meu amigos, Eu estou feliz com o resultado da eleição americana, porque sei o quanto dependemos deles ainda!Eu fui uma eleitora virtual de BARAK HUSSEIM OBAMA!Agora como eleitora, embora virtual, vou esperar que cumpra os seus compromissos e promessas pacifistas!Eu fico aqui imaginando que o pacifista negro Martin Luther King onde ele estiver deve estar feliz sabendo que o seu sonho aconteceu!
Hoje é esta a minha.

Opinião.Boa Tarde!

Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM