terça-feira, 23 de novembro de 2010

SEM INVEJA

Queridos ouvintes,

Como é bom ver exemplos de sucesso. Seja este pessoal ou profissional. Eu gosto muito de ver como as pessoas, sejam do meu convívio ou não, progridem e conseguem realizar seus sonhos.
Gosto mesmo. Fico feliz com o sucesso das pessoas.
Assim como fico “constrangida com exemplos de inveja”. Sentimento este que tanto mal faz as pessoas. Aliás, os estudiosos explicam que quem mais sofre não é o invejado, mas o que inveja.
Mas não é desses sentimentos menores que quero falar hoje. Pelo contrario.
Quero falar da maravilha que é ver como a região da Serra criou um espaço de desenvolvimento sustentado no trabalho árduo e na determinação dos imigrantes europeus- da Itália principalmente- que ali chegaram ,formaram família e criaram riqueza.
Estive visitando a região dos vinhedos na Serra.
Fiquei deslumbrada com a mudança empresarial dos produtores de vinho que empenhados em desenvolver a produção do vinho e o turismo local estão provocando mudanças importantes e profundas na forma de trabalhar.
Entenderam que precisavam ser competitivos e decidiram sê-lo. Porque o mercado do vinho e do turismo internacional avança.
E permanecem e crescem somente aqueles que definem metas e se qualificam para alcançá-las.
Visitei duas vinícolas: Dom Laurindo (cujo patriarca tem 80 anos e continua trabalhando) e ao lado a vinícola
Que também está associando a produção de vinho de qualidade à indústria do turismo.
O sistema de plantar os vinhedos foi modernizado para se adaptar até ao aquecimento solar que avança e compromete a produção.
As novas gerações se qualificam constantemente. Nas duas vinícolas que visitei, os donos ou sócios, são enólogos com experiência profissional no exterior de altíssimo nível.
Visitação orientada. Degustação de vinhos finos é pratica que conquista os turistas e com certeza aumenta a demanda.
Fiquei encantada com a organização e o planejamento estratégico dessas famílias de produtores que se prepararam para o mercado crescente e exigente do turismo rural.
Claro que o poder público está investindo com estradas impecáveis de acesso e infra-estrutura.
Mas a postura empresarial dos produtores faz com que nenhum detalhe fique de fora deste processo de conquista do turista.
Os vinhedos-padrão iniciam com plantações de roseiras.
Isso mesmo. É deslumbrante ver nesta primavera as centenas de roseiras de todas as cores plantadas no começo de cada vinhedo.
E eu fico imaginando quando teremos um processo assim na fronteira. Seja associado ao vinho ou a qualquer outra atividade que produza empregos e desenvolvimento sustentado.
Com certeza, enquanto nos penalizarem com a lei diluviana que não permite investimento de capitais internacionais até 150 quilômetros de nossa fronteira, ficaremos olhando o progresso dos outros.
E com certeza também, não é olhar de inveja, mas de admiração que motiva e desafia.

Hoje é esta a minha Opinião!
Bom fim de semana!

Programa: Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM/ Quarai/RS
AUDIO: http://www.salamancafm.com.br/podcast_opiniao/prog_19_11_10.html

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

“VIOLENCIA DOMESTICA: VERGONHA É NÃO FAZER NADA”

Queridos ouvintes,

Nem sempre se pode falar em flores como eu gostaria nesta sexta-feira.
Mas tem um tema que exige de todos uma participação ativa. Ninguém pode ficar indiferente.
Todos temos que fazer a nossa parte para ajudar.
Este tema é a VIOLENCIA DOMESTICA QUE CRESCE ASSUSTADORAMENTE NA NOSSA SOCIEDADE.
Violência domestica que atinge barbaramente mulheres e crianças dentro de casa.
Hoje pela manha, em Porto Alegre foi lançada uma Campanha de mobilização entre o Ministério Público Estadual e a AGERT (Associação Gaucha de emissoras de rádio e televisão).
O nome da Campanha é “ Violência Domestica: vergonha é não fazer nada”.
As emissoras de televisão de nosso estado e as emissoras de rádio associadas à AGERT vão divulgar um alerta à sociedade para que reaja à este mal que piora assustadoramente.
Hoje mesmo, uma criança de 1 ano e meio foi barbaramente espancada pelos pais. Esta gravemente ferida na UTI de um hospital da Capital entre a vida e a morte.
Pais, que tem mais um filho menor de idade em casa.
Nem o Conselho Tutelar, nem a policia conseguiu impedir este ato bárbaro. Erros na condução do processo adiaram o salvamento da criança e o Estado não conseguiu impedir a tempo essa surra absurda.
Por trás desses pais está a droga. Ou melhor, pela frente: está a droga.
Sim porque a droga e o álcool se associam à violência domestica e social quase que em todos os casos.
Digo quase sempre, porque existe também violência domestica ou social que não se associa à droga, mas a educação e a índole de pessoas violentas.
De qualquer maneira, toda violência deve ser DENUNCIADA!
Por isso o nome da Campanha do Ministério Publico e das emissoras da AGERT é tão direto:
“VIOLENCIA DOMESTICA: VERGONHA É NÃO FAZER NADA”.
Cada um de nós, como profissionais. Como pessoas. Temos que reagir à violência acionando as autoridades, como o Ministério Publico, as autoridades policiais, os Conselhos Tutelares para impedir atos violentos dentro de casa.
Vizinhos, familiares, professores, todos temos a obrigação de Denunciar à violência contra mulheres ou crianças.
Não podemos ser cúmplices com o nosso silencio.
É justamente isto que o Núcleo de Apoio ao Combate a Violência do Ministério Publico que registrou 32 mil procedimentos de violência desde 2009 no estado está pedindo.
Ligue o número 180 para denunciar violência contra a mulher ou o numero 100 para denunciar violência contra a criança e o adolescente.
Faça a sua parte! Porque “Violência domestica: Vergonha é não fazer nada”.

Hoje é esta a minha Opinião!
Programa Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM/ Quarai
5 de novembro de 2010.