Queridos ouvintes,
O que nos eleitores queremos quando vamos para uma eleição escolher os candidatos a cargos eletivos para os poderes: Executivo e Legislativo?
A primeira coisa que um eleitor quer é que o candidato tenha uma ficha limpa. Ou seja: uma vida pautada por valores éticos de boa conduta e honestidade.
É indispensável também que tenha competência para realizar a tarefa de nos governar.
Mas esta não tem sido a regra.
Todo dia vemos candidatos provadamente criminosos e desonestos entrarem nas listas dos partidos políticos para disputar um cargo nos governos, seja no âmbito do Município, no Estado ou no governo Federal.
É dinheiro produzido por corrupção, em meia, cueca, bolsa, mala, conta de banco fantasma aqui ou no exterior.
Fortunas aparecendo nas contas de quem entra sem nada e sai rico do poder. É dinheiro público sendo privatizado nas contas dos maus políticos.
Por isso era tanta a expectativa dos eleitores sobre a aprovação da Lei Ficha Limpa que nasceu de uma iniciativa popular com milhões de assinaturas pelo pais todo.
Esta Lei foi proposta para impedir que criminosos ou suspeitos de crimes julgados por um colegiado de Juízes pudessem se candidatar nas eleições.
Essa proposta ficou na Câmara dos Deputados trancada por mais de 7 meses.
Claro não havia interesse de políticos de depurar os Poderes colocando limites aos abusos e desmandos que assistimos constantemente divulgados pela mídia. Aliás, nem sempre é fácil divulgar com total liberdade na imprensa assuntos escondidos a 4 chaves pelos maus políticos.
Mas a Câmara aprovou e o Senado também o projeto de Lei Ficha Limpa, só que na ultima hora o senador Francisco Dornelles do PP do Rio de Janeiro fez uma emenda mudando o texto do projeto e desta forma a Lei Ficha limpa ficara valendo somente para os crimes feitos por políticos daqui para frente.
Pode uma coisa dessas?
Um grande beneficiado sabem quem é: Paulo Maluf e toda a sua ficha suja.
E com ele as centenas de políticos que devem explicações à Justiça e ficam utilizando a morosidade das instancias jurídicas para se beneficiar aparecendo em cada eleição como alguém idôneo e sem culpa em cartório.
Na verdade, as explicações teriam que ser alem da Justiça principalmente aos eleitores que ingenuamente votaram em candidato criminoso.
E olha que tenho falado tantas vezes aqui: não existe o pequeno crime. Todo crime é grande sempre porque se quebram valores éticos que são fundamentais para a evolução da sociedade.
Porque sem valores éticos claros e permanentes na sociedade, todos nós nos transformamos em reféns ou cúmplices dos maus políticos que nos governam.
Pena que se perdeu mais uma chance de depurar o cenário político com essa manobra de ultima hora do senador Francisco Dornelles, mas que teve a aprovação unânime dos senadores.
Todos eles também cúmplices ou reféns como nós.
É esta a pergunta que devemos nos fazer como eleitores.
A resposta fica com os maus e os bons políticos que vão aparecer por aqui em busca de nossos votos.
Eu, meus amigos, perdi a ingenuidade faz tempo e em cada eleição fico mais exigente e questionadora na hora de escolher.
Porque cada vez mais ficam menos com a Ficha Limpa.
Hoje é esta a minha opinião!
Programa: Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM/Quarai
Sexta-feira dia 21 /5/2010
Hora: 12h30mi
sexta-feira, 21 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Bulling nas escolas, nas famílias, nas ruas...
Queridos ouvintes,
A sociedade avança com o progresso da ciência e a tecnologia que vai abrindo caminhos novos para o homem viver melhor.
O nosso comportamento vai sendo influenciado por essas descobertas cientificas criadas por cérebros privilegiados da raça humana.
A ciência e a tecnologia têm esse enorme poder de transformação social.
Assim fomos evoluindo do homem das cavernas ao homem do século 21. Homem que descobriu o genoma que nos determina biologicamente, que domina a matéria nos seus mínimos detalhes, mas que ainda engatinha na capacidade de se relacionar um com o outro de forma afetiva e pacifica.
Ainda somos uma sociedade dominada cada vez mais por pessoas violentas.
Todo dia vemos a mídia nos dar exemplos tristes de como a nossa sociedade esta doente.
Antes explicávamos a violência por múltiplas causas: violência histórica pela luta de classes que separa a riqueza e a pobreza.
Violência histórica pelo poder de dominar o trabalho e a riqueza do outro.
Violência histórica de um povo sobre o outro pela ganância, pelo desejo de exploração, pelo poder político de decidir e comandar o destino dos outros ao seu favor.
Sim meus amigos, assim fomos chegando à sociedade do século 21.
E o que vemos hoje?
A violência se multiplicando e se manifestando no nosso dia a dia em diversas formas inimagináveis pela virulência com que ataca.
É a violência pura e simples do bandido. Do criminoso. Que não da valor a vida do outro. Do malfeitor. Do marginal que não consegue aceitar as regras sociais de boa convivência.
Mas é também a violência dissimulada, mas nem por isso menos violenta:
É aquela violência que é capaz de marcar de tristeza e dor a vida de uma pessoa para sempre.
É a violência que traumatiza que humilha..
Refiro-me ao fenômeno mundial que atinge crianças e jovens pelo mundo afora.
O fenômeno chamado BULLING.
Que sempre existiu informam os estudiosos. Mas que agora esta tomando uma dimensão assustadora entre as crianças e adolescentes.
Bulling é a agressão sistematizada psicológica ou física feita contra o outro na tentativa constante de diminuí-lo na sua auto-estima.
Olha, eu venho acompanhando de perto este tema.
Pela minha profissão de jornalista que nos exige estarmos sempre atentos na observação social.
Mas também, porque sou mãe, porque sou agora avó.
E comecei a lembrar de momentos da minha vida escolar e a dos meus filhos e identifiquei também esse fenômeno do Bulling disfarçado na escola.
Sempre tem aquele que acha que pode fazer chacota do outro. Tentando pô-lo em ridículo perante o grupo de convivência.
E olha que muitas vezes um lidera esse processo de agressão psicológica ou física contra o colega, mas tem um grupo que apóia: pela ação direta ou pela omissão.
Sempre o abuso é feito sobre o mais fraco e fragilizado.
Por isso eu fico entusiasmada com o movimento de educadores, de pais e amigos da criança e o adolescente que se dispõe a fazer o ENFRENTAMENTO DA VIOLENCIA nas escolas.
Já era hora de que os educadores assumissem o controle desse fenômeno social doentio.
E que os pais também assumissem junto à proteção das vitimas do Bulling sejam seus filhos os protagonistas ou o alvo dos mal feitores.
Os psiquiatras e psicólogos orientam: os adultos têm que estar atentos à vida diária da criança.
Não somente na escola. Também na vida familiar. Ali também tem Bulling.
Ontem ouvi um educador afirmar: o certo seria na hora da matricula do aluno na escola, também fazer a matricula para os pais.
Porque todos têm que proteger e ajudar a criança e adolescente a ter sua auto-estima estimulada para criar pessoas do bem.
Pessoas felizes e da Paz.
As escolas de Quarai estão abrindo o tema para discussão em sala de aula.
Outra sugestão feita por educadores e que eu repasso: Vamos introduzir em cada Escola uma urna para que as crianças se sintam protegidas pelo sigilo para relatar se sofrem ou vem alguém sofrer abuso do BULLING.
Porque enfrentar esta violência em todo lugar e em toda hora é ajudar a construir uma sociedade da Paz.
E, portanto mais feliz.
Hoje é esta a minha Opinião.
Bom fim de semana a todos.
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENCA
RADIO SALAMANCA FM/ QUARAI
Sexta-feira dia 14 de maio de 2010.
Hora: 12h30min
A sociedade avança com o progresso da ciência e a tecnologia que vai abrindo caminhos novos para o homem viver melhor.
O nosso comportamento vai sendo influenciado por essas descobertas cientificas criadas por cérebros privilegiados da raça humana.
A ciência e a tecnologia têm esse enorme poder de transformação social.
Assim fomos evoluindo do homem das cavernas ao homem do século 21. Homem que descobriu o genoma que nos determina biologicamente, que domina a matéria nos seus mínimos detalhes, mas que ainda engatinha na capacidade de se relacionar um com o outro de forma afetiva e pacifica.
Ainda somos uma sociedade dominada cada vez mais por pessoas violentas.
Todo dia vemos a mídia nos dar exemplos tristes de como a nossa sociedade esta doente.
Antes explicávamos a violência por múltiplas causas: violência histórica pela luta de classes que separa a riqueza e a pobreza.
Violência histórica pelo poder de dominar o trabalho e a riqueza do outro.
Violência histórica de um povo sobre o outro pela ganância, pelo desejo de exploração, pelo poder político de decidir e comandar o destino dos outros ao seu favor.
Sim meus amigos, assim fomos chegando à sociedade do século 21.
E o que vemos hoje?
A violência se multiplicando e se manifestando no nosso dia a dia em diversas formas inimagináveis pela virulência com que ataca.
É a violência pura e simples do bandido. Do criminoso. Que não da valor a vida do outro. Do malfeitor. Do marginal que não consegue aceitar as regras sociais de boa convivência.
Mas é também a violência dissimulada, mas nem por isso menos violenta:
É aquela violência que é capaz de marcar de tristeza e dor a vida de uma pessoa para sempre.
É a violência que traumatiza que humilha..
Refiro-me ao fenômeno mundial que atinge crianças e jovens pelo mundo afora.
O fenômeno chamado BULLING.
Que sempre existiu informam os estudiosos. Mas que agora esta tomando uma dimensão assustadora entre as crianças e adolescentes.
Bulling é a agressão sistematizada psicológica ou física feita contra o outro na tentativa constante de diminuí-lo na sua auto-estima.
Olha, eu venho acompanhando de perto este tema.
Pela minha profissão de jornalista que nos exige estarmos sempre atentos na observação social.
Mas também, porque sou mãe, porque sou agora avó.
E comecei a lembrar de momentos da minha vida escolar e a dos meus filhos e identifiquei também esse fenômeno do Bulling disfarçado na escola.
Sempre tem aquele que acha que pode fazer chacota do outro. Tentando pô-lo em ridículo perante o grupo de convivência.
E olha que muitas vezes um lidera esse processo de agressão psicológica ou física contra o colega, mas tem um grupo que apóia: pela ação direta ou pela omissão.
Sempre o abuso é feito sobre o mais fraco e fragilizado.
Por isso eu fico entusiasmada com o movimento de educadores, de pais e amigos da criança e o adolescente que se dispõe a fazer o ENFRENTAMENTO DA VIOLENCIA nas escolas.
Já era hora de que os educadores assumissem o controle desse fenômeno social doentio.
E que os pais também assumissem junto à proteção das vitimas do Bulling sejam seus filhos os protagonistas ou o alvo dos mal feitores.
Os psiquiatras e psicólogos orientam: os adultos têm que estar atentos à vida diária da criança.
Não somente na escola. Também na vida familiar. Ali também tem Bulling.
Ontem ouvi um educador afirmar: o certo seria na hora da matricula do aluno na escola, também fazer a matricula para os pais.
Porque todos têm que proteger e ajudar a criança e adolescente a ter sua auto-estima estimulada para criar pessoas do bem.
Pessoas felizes e da Paz.
As escolas de Quarai estão abrindo o tema para discussão em sala de aula.
Outra sugestão feita por educadores e que eu repasso: Vamos introduzir em cada Escola uma urna para que as crianças se sintam protegidas pelo sigilo para relatar se sofrem ou vem alguém sofrer abuso do BULLING.
Porque enfrentar esta violência em todo lugar e em toda hora é ajudar a construir uma sociedade da Paz.
E, portanto mais feliz.
Hoje é esta a minha Opinião.
Bom fim de semana a todos.
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENCA
RADIO SALAMANCA FM/ QUARAI
Sexta-feira dia 14 de maio de 2010.
Hora: 12h30min
sábado, 8 de maio de 2010
O QUE SE LEVA DA VIDA EH A VIDA QUE A GENTE LEVA
Queridos ouvintes,
Depois de 2 meses aprendendo a viver em uma sociedade tão diferente como a norte americana retornei a Quarai nesta semana.
É primavera lá no hemisfério norte e outono aqui no sul.
Duas estações gostosas de se curtir. Uma cheia de flores, mas o nosso outono não perde em beleza pelo colorido dourado das arvores e a luminosidade típica do outono.
Quando viajamos, onde quer que seja, nos recuperamos a capacidade de observar com maior atenção as pessoas e as coisas ao nosso arredor.
E muito bom observar, indagar, questionar como vivem os outros e principalmente “como vivemos nós”.
Assim eu aprendi muito nessa experiência nos Estados Unidos. Principalmente porque vi como a sociedade pode ser organizada sobre valores democráticos firmes, com liberdade, como as pessoas aprendem a exercer a sua cidadania plena no dia a dia: com seus direitos defendidos, principalmente como sabem cumprir com os seus deveres.
Ali quem não cumpre é punido na hora.
A justiça esta presente na vida do cidadão dando-lhe segurança e confiança no papel do Estado Justo.
Eles construíram uma sociedade capitalista desenvolvida materialmente, mas sustentada no desenvolvimento das pessoas.
O respeito de um cidadão pelo direito do outro e o respeito do Estado pelo cidadão chega a surpreender.
Nos que estamos acostumados a ver todo tipo de desrespeito. A maioria deles vindos do próprio Estado que deveria dar o exemplo.
- Estado que não nos protege.
- que não devolve em serviços os 4 meses que trabalhamos por ano para pagar impostos
- que não universaliza uma educação de qualidade
- que não nos da saúde adequada
-que não da o exemplo no uso do poder e bem publico.
Em fim, convivendo 2 meses no dia a dia nos Estados Unidos, senti o impacto de como é possível viver em uma sociedade capitalista, mas com cidadãos cientes de suas responsabilidades e obrigações sociais: Diretos, mas também Deveres.
Gostei de voltar a nossa Quarai e encontrar cidadãos tão responsáveis e engajados socialmente como os moradores do Bairro Jose de Abreu e a vila Jose Carlos Soriano que resolveram mudar para melhor o seu bairro sem esperar do Poder Publico omisso.
E começaram da melhor maneira:
Organizando um mutirão de ação pela limpeza e embelezamento do seu bairro. Pela iluminação das ruas que da mais segurança.
Pela vontade de trabalhar juntos para melhorar o lugar onde se vive.
Porque têm razão um velho e sábio gauderio que dizia:
“O que se leva da vida é a vida que a gente leva”.
“Isso mesmo: o que nos levamos da vida é a vida que a gente leva”
Por isso, investir em qualidade de vida passa pelo nosso bairro, pela nossa cidade, pelo nosso Estado, pelo nosso país.
Parabéns aos moradores dos bairros Jose de Abreu e da Vila Jose Carlos Soriano pelo belo exemplo que estão dando a Quarai.
Hoje é esta a minha opinião!
Bom fim de semana a todos.
Programa: Opinião de Myrna Proença
Sexta-feira: dia 7 de maio de 2010.
RÁDIO SALAMANCA FM/ QUARAI.
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