domingo, 20 de dezembro de 2009
EU GOSTO DE CACHORROS
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Ser Solidário
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Omissão do Poder Público
Vivemos em sociedade. Não tem outro jeito se não conviver com os outros. E é no convívio social que vamos identificando o prazer ou o desgosto. A alegria ou a tristeza. O orgulho de ir nos desenvolvendo ou a vergonha de conviver com o pequeno ou o grande delito.
O comportamento dos outros nos influencia, para o bem ou para o mal.
Em uma sociedade pequena como a nossa esta máxima se faz mais evidente ainda.
Com a experiência que a idade nos trás, ficamos mais tolerantes com os pequenos deslizes dos outros, mas não com os pequenos delitos. Porque não existe pequeno delito que não se transforme em grande, se não se pune adequadamente.
Também, a experiência da idade nos faz sermos rigorosos com a qualidade de vida que queremos ter para nós e nossa sociedade.
O tempo voa. Cada dia tem que ser desfrutado com intensidade e alegria, segurança e prazer.
Falo isto porque Quarai vem se acostumando com os pequenos delitos.
É a poluição sonora que não nos deixa conviver com o silencio reparador depois de um dia de trabalho.
Era uma meia dúzia de infratores com os carros de som perturbando o descanso. Mas como não são coibidos como merecem, vem aumentando o numero.
Impondo seu gosto musical duvidoso de dia e principalmente à noite.
Exibicionismo de jovens e não tão jovens, que passam a madrugada donos das ruas e da Praça de Quarai.
Ninguém para punir. Ninguém para defender a lei e os bons costumes.
Quarai não tem nenhuma lei adaptada aos tempos modernos, que exige que o cidadão tenha preservada a sua saúde, sua tranqüilidade e seu espaço domestico com qualidade para o descanso.
Não temos aqui o que nas sociedades desenvolvidas se chama DIREITO AO SILENCIO.
E nem o respeito do espaço público que esta sendo assustadoramente privatizado na Praça de Quarai.
E o que assusta mesmo é que o Poder Público que deve defender esse espaço insiste na velha e ultrapassada prática de tapar o sol com a peneira. Distribuindo a torto e a direito alvará para o uso e o abuso comercial de um lugar que deveria ser para o lazer das crianças em espaço verde privilegiado.
Mas não é isto que estamos vendo acontecer pelo contrário.
Aumenta na praça a venda de bebida alcoólica que esta sendo cercada por todo tipo de comercio: regular e irregular.
A venda de bebida alcoólica é considerada pelos médicos que tratam do avanço da dependência química e das drogas nos jovens um problema social que deve ser tratado com extremo rigor.
Com lugar, horário e principalmente FISCALIZAÇAO 24 horas, já que a venda de bebida alcoólica acontece nas 24 horas do dia na nossa praça..
Sim meus amigos, o centro e nossa praça se tornaram um lugar perigoso e de risco nas noites. Principalmente nos finais de semana.
Onde está a fiscalização? Quanto fiscal tem o Poder que dá Alvarás, ou seja, permissão para comercializar bebida alcoólica e depois se omite?
Quem fiscaliza o comercio noturno de bebidas?
Não tenho mais filhos adolescentes, mas nem por isso fico indiferente ao que está acontecendo com nossa praça e com as ruas de Quarai.
Nem me omito da luta que deve ser de todos contra o avanço da Droga e os chamados pequenos crimes. Nenhum crime é pequeno em sociedade meus amigos..
A Droga escraviza o jovem. Maltrata a família. Violenta a sociedade.
E demais está repetir o que falam todos os especialistas: O álcool é a primeira porta de entrada para as demais drogas.
Hoje é esta a minha Opinião. E fico aqui esperando a palavra e a boa ação do Poder Público.
Boa tarde!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
APOSENTADOS
Sendo a filha mais nova de uma família de 5 filhos aprendi desde cedo a ter noção de Justiça.
Aliás, acho que é na convivência familiar que se aprende este valor que é dos mais importantes de ter na vida toda.
Depois, na escola, na convivência com os colegas, fui entendendo na prática como esse conceito vital de JUSTIÇA vai sendo introduzido nas nossas vidas para sempre.
O que é no começo de nossa vida social apenas um sentimento não muito claro, parecido até com um instinto humano, com o passar dos anos e a convivência com os outros, o nosso conceito de Justiça se torna uma força interior que nos move e nos cobra todo o dia: Ser ou não ser Justo é um grande dilema na hora do conflito. Seja ele particular ou social.
Sim, meus amigos, o sentido de Justiça que cada um tem introjetado dentro de si, pode nos confundir às vezes, se estamos com pressa na hora da analise de uma situação complicada para decidir se tal ato é JUSTO OU INJUSTO.
O conceito de Justiça é um valor que vamos construindo junto com a nossa formação ética e moral no dia a dia.
E é um insubstituível sentimento de humanidade que nos fará piores ou melhores para nós e para as pessoas com quem convivemos.
Levanto esta questão hoje com vocês porque eu tenho experimentado uma sensação de impotência frente aos atos gritantes de injustiça que venho acompanhando sobre o “Projeto que estende a todos os aposentados e pensionistas o mesmo índice de correção dos benefícios do salário mínimo”.
Nada mais cristalino sob a óptica da Justiça, que o reajuste que serve para um trabalhador tem que ser dado para o outro, esteja ele na ativa trabalhando ou aposentado depois de ter trabalhado uma vida toda contribuindo para a sociedade.
Eu não estou aposentada, mas mesmo assim, levanto a minha voz junto aos milhares de aposentados que se uniram aos que ontem em Brasília lotaram as galerias da Câmara dos deputados pedindo a aprovação do projeto.
Por uma questão de Justiça este projeto tem que ser aprovado.
Aliás, já vem tarde.
O Governo federal, que se vangloria de ser movido pelo “social” é contra ao Projeto que tem na sua origem um senador do seu próprio partido: Senador Paim.
Usando seu poder de manobra da pior espécie o governo utilizou um obscuro deputado da Bahia: JOÃO CARLOS BACELAR É O Nome dele.. Seu partido político? É o diminuto PR.
Sim meus amigos: aposentados, filhos de aposentados, netos, e cidadãos que defendem a Justiça e valorizam o trabalho nesta vida, temos que fazer uma limpa nas próximas eleições.
Tirar da vida pública quem depois de eleito fica de costas para nós eleitores, cometendo crimes de todo tipo contra a cidadania. O pior deles é votar a favor da INJUSTIÇA.
Mas para isso, temos que estar muito atentos, sabendo quem são eles.
E para completar este ato injusto do Governo. Mais um outro ato escandaloso de Injustiça contra os cidadãos de terceira idade: o ministro da Saúde determinou que a fila dos transplantes de órgãos mude a ordem da fila, colocando para o fim da mesma as pessoas da terceira idade. A prioridade na hora de um transplante agora no país é a dos menores de 18 anos!.
Meus amigos, Eu estou entre incrédula e perplexa. Ou melhor, “enojada” com este desrespeito aos mais velhos!
Estão sendo tratados com cidadãos de segunda classe. As eleições estão chegando e nesta hora, todos: jovens e velhos se igualam no poder de seu voto.
Com certeza, os eleitores da terceira idade e os que querem devolver o sentido de Justiça no país, vão saber votar certo! E dar uma lição aos maus políticos que insistem em cometer injustiça.
Hoje é esta a minha OPINIÃO. Boa tarde!
Programa: OPINIÃO DE MYRNA PROENÇA
Radio Salamanca FM
Hora: Jornal do Meio Dia.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
VOCAÇÃO PARA A NOTÍCIA!
Trabalhar em radio significa hoje estar antenado para a noticia instantânea. Para a informação relevante. Aberto aos novos parceiros que hoje, mais do que nunca ajudam a fazer a programação do Rádio: OS OUVINTES.
Vocês, que do outro lado do receptor de rádio, nos escutam e nos falam.
Isso mesmo: o rádio é um veiculo por excelência participativo. Porque é instantâneo. Porque é intimo do ouvinte. Porque tem a linguagem mais natural ao homem: a linguagem oral.
A Palavra, que vem embalada pela voz, pela emoção e neste caso meus amigos, pelo sotaque que identifica a origem do comunicador.
Sejam os inúmeros sotaques que as regiões do país produzem, como quando em este mundo internacionalizado, outras terras fora da fronteira, marcam presença também.
Outro dia falarei com vocês sobre o que significa na vida de alguém o ter “sotaque”.
Mas hoje eu quero falar-lhes sobre a maravilha de dia que temos hoje, nós, os colegas da Salamanca FM.
Estamos encerrando o mês de outubro: mês em que festejamos 17 anos de trabalho na primeira emissora em freqüência modulada do nosso município.
E encerramos o mês, muito felizes porque está chegando a Quarai daqui à pouco a mais importante comentarista econômica e política do nosso Estado.
Vem especialmente a Quarai, em um esforço físico e profissional enorme, já que mora em Brasília e de lá comanda sua Coluna no Jornal Zero Hora, seu programa na RBS TV, na Rádio Gaúcha, no Canal Rural e ainda nos espaços da imprensa de Santa Catarina.
Sim, meus amigos, estamos trazendo a jornalista Ana Amélia Lemos a Quarai para confraternizar conosco e palestrar e abrir o debate sobre os mais importantes temas que nos fazem pensar. Temas que nos obrigam analisar com profundidade para podermos entender a nossa realidade, aqui no município e no mundo.
Para mim, o século 21 que nos toca viver agora não é para amadores. O século 21 exige profissionalismo. Competência. Preparo. Expertise. Eficiência.
Por isso motivar e trazer a jornalista Ana Amélia Lemos para abrir oficialmente a Expo feira, espaço de negócios e de esperança para nossa região, nos deixa tão felizes.
Porque ela é uma extraordinária profissional da Comunicação.
Domina a linguagem dos 3 veículos: JORNAL, RADIO E TELEVISAO.
E o melhor, com conteúdo relevante. Importante. Conseqüente. E sem perder a doçura e a espontaneidade no trato com as pessoas que a caracteriza.
Em fim, um grande dia hoje para a nossa equipe de colegas da Salamanca FM.
Missão cumprida meus colegas! Parabéns pelo esforço e o trabalho eficiente realizado.
Obrigada Ana Amélia Lemos, por aceitar o desafio de sair de Brasília, atravessar o Estado em 4 vôos diferentes de avião. Hospedar-se em 2 hotéis. Encarar a madrugada de carro até Santa Maria para tomar mais um avião para ir a Porto Alegre e depois outro para Brasília de volta ao trabalho. Ela dedicou 3 dias para poder fazer esta palestra em Quarai (quinta/sexta e sábado).
Sim, meus amigos.
Quarai, fica muito longe.
Mas para os amigos. Para os jornalistas da estirpe de Ana Amélia Lemos, o coração e o profissionalismo mandam mais.
Por isso hoje, os 17 anos da Salamanca ficarão na historia da nossa emissora.
A todos os que ajudaram, gostaria de agradecer, sensibilizada.
Muito obrigada!
Hoje é esta a minha Opinião!
Boa Tarde!
>> ÁUDIO | OUVIR PROGRAMA
Programa: Opinião de Myrna Proença
Sexta-feira dia 30 de outubro de 2009.
RADIO SALAMANCA FM
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Premio Nobel de Economia: A comunidade tem vez
Todos os anos o mundo cientifico e intelectual espera com expectativa os ganhadores do Premio Nobel.
Este premio começou a ser entregue em 1901 pela Real Academia Sueca que escolhe os ganhadores em diversas categorias do saber humano.
Receber o premio Nobel é a maior honraria mundial para um cidadão. Um cientista ou intelectual que recebe o Premio passa a ocupar um lugar histórico e tem sua carreira transformada para sempre.
Não somente pelo reconhecimento sobre a qualidade de seu trabalho em beneficio da humanidade como pelo valor em dinheiro do premio. Que é cifra milionária.
São várias categorias e todas importantes.
O premio leva o nome em homenagem ao cientista sueco Alfred Nobel que inventou a dinamite, um explosivo sólido que lhe deu sucesso imediato: vendeu mais de 350 patentes e teve empresas espalhadas em mais de 20 países.
O cientista não imaginava nem quis que seu invento: a dinamite fosse usada também para o mal.
E foi.
Por isso deixou toda sua fortuna ao morre, em 1896, para a Fundação Nobel administrada pela Real Academia Sueca de Ciências. E são os rendimentos de sua fortuna que cada ano premia a intelectualidade mundial.
Neste ano, aconteceu uma grande surpresa: por primeira vez uma mulher recebeu o Nobel de Economia que dividiu com um compatriota americano.
E o melhor, é que esse premio foi pelo impacto da sua pesquisa sobre o comportamento dos homens e mulheres comuns na sociedade.
Elinor Ostron de 76 anos da Universidade de Indiana nos Estados Unidos pesquisou lagos, florestas e pastagens e o cuidado que as comunidades ali presentes davam a eles e desafiou as teorias sociais que afirmavam que a propriedade comunitária é mal gerenciada e deveria ser regulada pelos governos.
Ela descobriu que quando os indivíduos trabalham juntos, podem construir novos caminhos e solucionar problemas sem precisar entregar os recursos naturais para os governos.
A teoria revolucionaria desta pesquisadora parece tão simples: o papel indispensável do individuo trabalhando em comunidade, aprendendo a gerenciar os seus recursos naturais comuns.
Com ajuda do Governo, mas sem alienar o seu direito de participação ativa.
O impacto relevante da pesquisa cientifica desta primeira mulher ganhadora do Nobel de Economia, está em que nos novos Modelos de defesa do meio ambiente para deter o aquecimento global que vem assustando os governos do mundo todo, o papel dos indivíduos trabalhando em comunidade terá que ser reconhecido. Pela sua eficiência. Pela criatividade de soluções que um grupo social trabalhando junto pode descobrir.
De maneira simples é reconhecer que as soluções para os problemas globais da questão ambiental não devem ficar restrito a políticos e gestores de gabinete.
Daqui para frente esta pesquisa cientifica merecedora de um Premio Nobel prova que não pode ser mais assim.
E cada um dos indivíduos trabalhando em ações comunitárias tem um papel de valor indispensável na transformação do mundo que vivemos e está pela poluição e o mal uso de seus recursos naturais levando a humanidade à doença, esgotamento de nosso planeta.
Bem vinda seja esta descoberta feita por uma mulher que passou 76 anos estudando isto.
Com certeza, onde estiver Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu se sentindo culpado pelo poder destruidor da sua descoberta, deve estar feliz.
Como eu e todos os que nunca duvidaram do papel transformador do trabalho feito em comunidade.
Hoje é esta a minha Opinião!
Boa Tarde!
Programa: Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
SER OU NÃO SER
Tem momentos em nossa vida profissional em que gostaríamos de romper com as regras do protocolo e poder agir como manda o coração e principalmente a razão. Ontem, sentada ao lado da Governadora do Estado Yeda Crusius, passei por um desses momentos emblemáticos na minha profissão de jornalista.
A agenda que me levou ao encontro com a Governadora ontem à tarde, no dia em que estava sendo votada a possibilidade de seu impeachment era por demais nobre: era a entrega do Relatório Social da Radiodifusão Gaúcha que mostra o investimento social que as emissoras de Rádio e Televisão do Estado associadas à Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão-AGERT fazem em beneficio das comunidades onde atuam.
Como coordenadora deste projeto pioneiro no país desde 2004, que tem a participação ativa de 198 emissoras de Rádio e Televisão que investiram 61 milhões de reais liderando ou apoiando com mídia doada ações de Responsabilidade Social no Estado, eu gostaria de ter quebrado as regras do protocolo e fazer à Governadora todas aquelas perguntas que estão na cabeça da maioria dos gaúchos e gaúchas.
- Na gestão dos assuntos do Estado, para a qual foi eleita, os princípios da boa ética publica foram preservados?
- A separação indispensável no trato do dinheiro público entre o privado e o público foi feita com o rigor que a moral pública exige?
- Até que ponto a Governadora estava a par das irregularidades agora apontadas pelos demais poderes do Estado: Poder Judiciário e Poder Legislativo?
Estas e tantas outras perguntas que me fazia internamente me deixaram em estado de perplexidade ontem ao ver a governadora, em aparente tranqüilidade, criticar uma vez mais, a sanha e a injustiça dos que levantam suspeitas à probidade de sua gestão.
Estava eu como jornalista, em uma situação privilegiada, frente a frente com a governadora, já que os demais colegas de imprensa ficaram ontem impedidos de entrevista-la.
Mas eu não quebrei as regras. Porque, fui recebida junto com três colegas de Diretoria da AGERT pela Governadora para uma agenda pré-estabelecida: a entrega do Relatório Social da entidade e não como a repórter que gostaria de ter sido.
Sim, meus amigos têm momentos na vida que ficamos em uma encruzilhada.
E as perguntas que não são feitas perturbam mais que as possíveis respostas.
É aquela dúvida existencial que a literatura universal há mais de 400 anos relembra: To be or not to be
O “ser ou não ser” do personagem Hamlet que tanto me intrigou na adolescência e que ontem me pegou desprevenida e fez sentir impotente na minha maturidade.
Mais ainda uma frase da Governadora dita na despedida que ainda tento decifrar: não consigo ver nada de positivo nesta experiência que estou passando, mas se pode ajudar no futuro que assim seja.
Sai da audiência amargurada. Como mulher. Como sua eleitora.
E o pior sem entender neste desvairado cenário político quem é a vítima e quem é o algoz.
Hoje é esta a minha opinião!
Bom fim de semana.
Programa: Opinião de Myrna Proença
Rádio Salamanca FM/Quarai
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
ENEM
Tantos assuntos para falar: é a prova do ENEM que levaria a esperança de chegar a uma Universidade 5 milhões de jovens estudantes no Brasil todo.
É a denúncia do vice-governador acusando a Governadora.
É a crise que está atingindo em cheio as prefeituras no país com o corte dos repasses do Governo Federal obrigando a dispensa de funcionários.
Mas, eu escolho o tema da Fraude na Prova do ENEM: Exame Nacional do Ensino Médio.
Embora os outros temas sejam tão graves quanto, este novo tipo de crime deixa perplexa a comunidade escolar do Oiapoque ao Chuí.
Porque?
Porque essa prova revolucionaria o sistema de acesso ao ensino superior instituída pelo jovem Ministro da Educação Fernando Haddad e foi fraudada: um homem se apresentou ao Estadão, jornal importante de São Paulo, tentando vender parte da prova do ENEM roubada.
Isso mesmo, o crime de todo tipo, está em todo lugar e hora aparecendo. Agora é um crime intelectual. Roubou-se o saber.
O preço da venda da prova do Enem fraudada?: 500 mil reais.
Na mesma hora foi denunciado o crime pela empresa jornalística ao Ministério que mandou parar o processo do exame do ENEM frustrando os milhares de estudantes que se preparavam para a prova.
Esta prova democratizaria o acesso de alunos das escolas públicas e à Universidade. O Enem seria um novo sistema de vestibular.
Seria uma tentativa do Ministério da Educação de valorizar o ensino público.
Porque se a criança desde o primeiro grau passando pelo segundo grau estuda e aprende na escola se qualificaria para entrar com naturalidade na Universidade ao passar pela prova do ENEM.
Desta forma o sistema puxaria de cima para abaixo a qualidade do ensino, segundo os educadores que estão constatando que o Brasil ocupa hoje os piores lugares no resultado do aprendizado escolar.
E não é falta de investimento monetário nas Escolas, informam os estudiosos, o Brasil é o segundo país do mundo em investimento na educação proporcionalmente. O primeiro é o México. Os países destaque em educação são os Estados Unidos e a Coréia do sul.
Lá os alunos passam pela escola e aprendem. As pesquisas comparativas entre esses estudantes comprovam a eficiência do ensino por lá.
Por isso é tão importante que se recupere a confiança no ENEM.
Porque pela aprovação dos alunos da escola pública vai se identificar qual é a escola que sabe ensinar e prepara bem seus alunos e qual a que está fracassando no seu resultado pedagógico porque seus alunos não aprendem e não conseguem avançar passando na prova do ENEM.
Eu ouvi, do próprio Ministro da Educação, que a Escola somente vai mudar quando a comunidade escolar: professores, pais e alunos entenderem que o ensino vai mal e tem que urgentemente mudar.
Professores têm que exigir treinamento adequado, os pais tem que participar ativamente na escola dos filhos, e os alunos aprender a valorizar o esforço de pais e mestres fazendo também sua parte.
Otimista que sou, acredito que este roubo intelectual, foi somente da Prova do Enem e não do futuro escolar dos jovens estudantes. Porque para mim não tem pior crime que roubar o futuro de um jovem!
Hoje é esta minha Opinião!
Bom fim de semana a todos.
Programa: Opinião de Myrna Proença
Salamanaca FM /Quaraí
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
NOVO SINAL EM PORTO ALEGRE
Mudar a conduta não é coisa fácil na vida particular de ninguém. Mais difícil ainda é mudar a conduta coletiva de um grupo social.
Estou em Porto Alegre e acompanho o debate levantado sobre a campanha publicitária que a Prefeitura de Porto Alegre iniciou tentando ensinar a motoristas e pedestres a usar a faixa de segurança ao atravessar a rua.
Não é uma campanha simples porque procura mudar comportamento coletivo dos motoristas, que utilizam os veículos como armas nas ruas e avenidas.
E dos pedestres que não respeitam os sinais de transito, nem utilizam as passarelas para se proteger ao atravessar uma rua ou uma avenida movimentada.
O número de atropelamentos é assustador: mais de 50 mortes por mês.
A Campanha se chama: NOVO SINAL e em cartazes, na televisão, no rádio, nos jornais e revistas ensina motoristas e pedestres a se comunicarem de uma nova forma mais civilizada e gentil.
A campanha estimula a atravessar a rua sempre na faixa de pedestre e a levantar a mão estendida sinalizando ao motorista de carros, ônibus ou motos que deve parar.
Um gesto simples para um ato tão responsável e conseqüente.
Quantas vidas poderiam ser salvas de atropelamento se esta nova forma civilizada de se relacionarem pedestres e motoristas na cidade de Porto Alegre tivesse sido feita antes.
Não se tem ainda os dados estatísticos sobre os números das vidas poupadas desde que iniciou a campanha NOVO SINAL nesta semana.
Mas com certeza, vai mudar.
Vinha eu ontem no taxi que peguei no Centro em direção ao bairro no horário de muito movimento: 7 horas da tarde.
Chovia e o transito estava conturbado, ainda mais pela chuva fina e persistente que caia na capital do Estado.
Mesmo assim, em duas faixas de pedestres eu vi com que cuidado o motorista atravessou a mesma.
Em uma delas esperou calmamente que uma idosa e dois estudantes atravessassem a faixa de segurança. Não buzinou. Não reclamou. Simplesmente aguardou a sua vez no transito.
Eram 3 vidas que iam passando na sua frente e parece que o motorista descobriu na hora: que eram vidas importantes que valiam uns segundos de espera no transito.
Mudar conduta não é fácil para ninguém, amigos. Mas quando o poder publico se alia aos meios de comunicação para desenvolver uma campanha de repercussão social como esta, o resultado é garantido.
Vontade política de mudar comportamentos para melhorar a vida dos munícipes deveria ser tarefa de todo gestor público.
Com certeza, embaixo da chuva desta primavera eu vi uma Porto Alegre mais civilizada ontem:
Cidadãos convivendo e respeitando um ao outro como deveria ser sempre nesta vida.
Hoje é esta a minha opinião
Boa Tarde!
Programa: “Opinião de Myrna Proença”
Radio Salamanca FM 101.3
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
CLARICE LISPECTOR
Sexta-feira é um dia bom sempre. E com a chegada do sol e o perfume da primavera melhor ainda.
Eu lembro que quando criança primavera para mim era sentir o perfume dos cinamomos, dos pessegueiros, do pé de jasmim do fundo de minha casa.
E também o vento. Como a primavera de minha infância era ventosa.
E eu gostava de correr com o vento me batendo no rosto. E era uma sensação tão gostosa.
Primavera nos traz uma vontade enorme de renovar. De florescer. De arrumar a casa. De chamar amigos para conversar.
Primavera por aqui é tão linda.
E nesta época de gripe A. De medo pela doença que mata e é tão contagiosa, bem vinda seja a estação das flores. Este tempo de abrir janelas, arejar a casa, de ter atividades ao ar livre.
E de fazer coisas prazerosas.
Cada um de nós tem os seus próprios prazeres na vida.
Cada um de nós somos criaturas únicas no mundo. Com nossa genética. Com nosso ambiente familiar e cultural nos moldando sempre.
Nunca deixamos de mudar, de fazer novas escolhas, de nos modificar assim como a natureza faz.
Também temos as nossas tormentas. Nem sempre é primavera na nossa vida.
Mas eu li dois artigos nesta semana que me fizeram pensar o quanto de nossa felicidade diária tem que ser objeto de nosso empenho e vontade pessoal.
Temos que criar na nossa vida espaços para a alegria e a saúde da alma.
Temos que cuidar do corpo sem esquecer que o novo conceito de saúde inclui o bem-estar também afetivo e psíquico.
Ganhei um livro de contos de Clarice Lispector. Essa escritora que domina como ninguém o texto.
O Livro se chama: “Felicidade Clandestina”. E o conto que lhe dá esse nome tem apenas 2 páginas.
Mas, meus amigos, que duas páginas que encerram o segredo mais intimo da escritora.
Ela que era uma leitora voraz. Ela que vinha da geração Monteiro Lobato. Como tantos de nós fomos com as historias maravilhosas do Sitio do Pica-pau amarelo.
Que nos mostraram como uma família se relaciona com alegria.
Mas, Clarice Lispector confessa que a Felicidade para ela seria sempre “aquela coisa clandestina”.
Que a gente quer ter mais ao mesmo tempo teme.
E tem medo de perder quando ela aparece suavemente em nossa vida.
Por isso, nesta primavera vamos fazer de tudo para que a felicidade que está sempre por ai nos cercando a todos... não seja mais clandestina.
Quando você abrir a janela para sentir o sol da primavera chegando... abra também a sua alma para ela.
Hoje é esta a minha opinião.
Bom fim de semana
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
RADIO SALAMANCA FM
SEXTA-FEIRA 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
REFERENDO
Sempre achei que o exercício da cidadania era essencial para a transformação positiva da sociedade onde vivemos.
Venho de família de políticos e educadores. Não sei se é essa origem que me fez sempre valorizar a minha participação cívica.
Não faço política partidária. Não tenho filiação política. Mas sempre, em todas as circunstancias me manifesto pública ou privadamente sobre a minha vida em sociedade.
O que acho correto. O que acho que não é saudável nem ético.
Pauto-me por valores éticos.
E não é fácil fazer esta prática diária com naturalidade nesta sociedade que nos impõe um presidente do Senado como um perfil ligado a corrupção mais hedionda. Porque, privatiza o que é público.
Porque hoje, aceitar a permanência do senador Sarney no comando do senado, com tanta corrupção levantada, significa rasgar valores éticos que devem ser o alicerce de uma democracia desenvolvida.
Estive no Rio de Janeiro e em Porto Alegre nesta semana e gostei de ver nas duas cidades a participação cívica em torno de idéias e ações sociais.
No Rio de Janeiro na manha de domingo ensolarado, em plena praia de Copacabana centenas de advogados, de todas as idades vestindo camisetas e empunhando bandeiras, defendendo a candidatura de um colega para a presidência da OAB.
Uma passeata e comício alegre, com o jeito carioca de ser. Sempre participativo.
Em Porto Alegre, a movimentação é o referendo que ser votará neste domingo: é uma consulta proposta pelo governo municipal perguntando aos moradores da cidade a sua opinião:
Se autorizam que numa área na orla do rio Guaíba, privatizada possam ser construídos prédios residenciais junto com edifícios comerciais.
A votação é facultativa.
Mesmo assim, a eleição deste domingo está mobilizando os moradores de Porto Alegre.
Na verdade, eles queriam que a pergunta fosse outra:
Se a empresa BM Par dona do local pudesse construir nesse local nobre, prédios de qualquer natureza, residenciais e comerciais.
Não é ir contra o desenvolvimento urbano.
Mas tem locais que não poderiam jamais ser privatizados.
Esse critério bem definido do que é PUBLICO e o que é PRIVADO, os políticos não tem.
Lamentavelmente.
Muitas vezes vemos privatizar praças, logradouros como se um bem privado fosse.
Está errado.
Eu que gosto de defender o que considero um bem público já recorri à Justiça para rever a privatização feita em nossa principal praça.
Desvirtuada no seu objetivo cultural.
Por isso, gostei tanto de ver que o Prefeito de Porto Alegre, pediu a comunidade de lá para se manifestar em referendo.
A democracia se fortalece e a sociedade amadurece com políticas assim.
Desde Quarai eu voto: NÃO A CONSTRUÇAO DE PREDIOS NA ORLA DO RIO GUAIBA. CIDADE QUE TEM O MAIS BELO POR DO SOL DO MUNDO.
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
Sexta-feira 21 de agosto de 2009
Radio Salamanca FM/ Quarai
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
PRAÇA
Estamos com um novo comandante de a Brigada Militar. E os comentários tem sido de elogios por ser um profissional da segurança pública muito firme. Principalmente no que se refere ao abuso dos que atropelam a lei com carros modificados com aparelhagem de som poluidora.
Muitas vezes eu tenho me referido aqui sobre o absurdo em que se transformou a noite do Centro de Quarai.
Como pode ser permitido que as ruas e a praça se transformem em palco de vandalismo. De abuso. De desrespeito as famílias que tem a noite para o descanso.
Enquanto todas as cidades, grandes capitais do mundo como Londres e Nova York. Pequenas e médias cidades no interior do estado. Todas aquelas que têm uma sociedade consciente que sabem que não se podem tolerar os pequenos crimes. Porque está provado que os pequenos crimes levam a médios e grandes crimes.
Todas estas sociedades querem viver em paz e sem violência tem utilizado o monitoramento eletrônico com câmeras nos locais de risco para coibir a violência urbana.
Eu venho insistindo que a praça de Quarai à noite e principalmente nos finais de semana tem se transformado em lugar de abuso de bebida, de risco do consumo de drogas.
Se comercializa ali bebida alcoólica com o mínimo rigor. Quem fiscaliza a noite?
Dezenas de vezes. Madrugada adentro liguei para o 190 de a Brigada Militar para pedir como cidadã que quer viver em paz que o abuso de toda ordem fosse reprimido e os vândalos punidos.
Muitas vezes reivindiquei para as autoridades o direito que nós moradores temos de trabalhar de dia, produzir bens e serviços e de noite termos o direito de descansar com tranqüilidade. Ninguém quer acordar sobressaltado no meio da madrugada porque meia dúzia de vândalos que imagino no tem compromisso com o trabalho de dia, saem à noite com aparelhagem de som a todo volume, rindo da impunidade e do destrato que fazem aos demais.
Acham-se acima da lei.
E fico preocupada porque o braço da lei muitas vezes está mesmo ausente. Para não dizer omisso.
E meus amigos, esta forma de viver em sociedade sem regras é o caminho mais curto para a violência em todas as suas formas.
Estes vândalos correndo pelas ruas de Quarai com motos e carros com som a todo volume são o exemplo claro que falhou a família, que falhou a escola, que falhou o Estado.
Até quando?
Hoje é esta a minha Opinião.
Programa: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
Rádio SALAMANCA FM/ QUARAI
Sexta-feira 7 de agosto de 2009.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Gripe
Estou em Porto Alegre. Senti que o transito está menos conturbado aqui porque muitas escolas adiaram a volta às aulas depois das férias.
Uma medida de proteção pela gripe que vem assustando tanto.
Mais sabendo que jovens e crianças estão sendo atingidas com maior virulência pela epidemia.
O tema no taxi, no supermercado, nas ruas, nos lugares de trabalho invariavelmente começa pelo frio e termina com a gripe que se globalizou.
Assim como a crise mundial no âmbito financeiro abalou o mundo todo e mostrou que somos todos interdependentes, sejamos países ricos ou pobres.
Porque no mundo globalizado somos todos irmãos na hora da dor mais que na alegria.
A gripe também nos mostrou que não existem mais fronteiras físicas para as epidemias.
Somos parte de uma sociedade mundial que interage constantemente. Dependemos uns dos outros como nunca na historia da humanidade.
Os estados nacionais, que chamamos de países, estão dando lugar a uma nova sociedade internacional com valores e lutas semelhantes.
Outro momento que nos deu essa visão nova do século 21 foi a eleição de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos.
Parecia que o mundo ocidental estava escolhendo um líder internacional que representasse a vontade de construir uma sociedade mais pacifica. Que acabasse com a era Bush regida pela violência e o abuso econômico.
É essencial que para as novas necessidades deste século um novo cidadão se construa. Um novo cidadão mais solidário, mais consciente de sua relação com os demais na sociedade.
Sociedade que tem que ser cada dia melhor educada.
Eu gosto de dizer que este século não é “para amadores”.
Viver, meus amigos, neste momento, exige eficiência, competência, consciência.
Por isso, precisamos uns dos outros. Por isso, fico aliviada, quando aqui em Porto Alegre vejo pessoas que antes nem se olhavam agora, interagirem interessadas umas com as outras pela saúde de todos.
Esta será uma epidemia ou pandemia que vai deixar pelo menos esta lição de humanidade.
Bom fim de semana a todos. E não esqueçam: temos que lavar as mãos sem descuidar dos outros.
Hoje é esta a minha Opinião.
Programa: OPINIÃO DE MYRNA PROENÇA
Rádio Salamanca FM/Quarai
Sexta-feira 31 de julho de 2009.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Vergonha
Com tanta coisa errada acontecendo perto ou longe, nós que somos otimistas, imediatamente procuramos algum exemplo bom para nos ajudar a vislumbrar uma saída. Mas está difícil.
Falo isto porque assusta ver o nível que está chegando o comportamento da classe política. Aqui e acolá.
Por lá, no senado é estarrecedor como a família Sarney continua agindo como se o Senado e a máquina pública fosse patrimônio particular.
Empregando filhos, filhas, netos, amigos, parentes, agora até namorado da neta foi empregado com um ato secreto do avô José Sarney. E o que assusta mais de tudo isto é que são poucos os senadores que estão tentando tira-lo da presidência do Senado.
E o pior, o próprio presidente da república o defende.
Será que não existe mais decoro?
O comportamento ético dentro dos padrões de valores que sustentam uma sociedade saudável está fazendo falta. Por lá e por aqui.
Sim meus amigos. Eu estou estarrecida com uma informação sobre a qual estou fazendo jornalismo investigativo, que um servidor público foi agredido fisicamente por um político local que ocupa cargo relevante na nossa comunidade.
E que os seus pares, aqui como lá, não tomaram ainda nenhuma medida para recuperar o decoro parlamentar em defesa da boa prática de uma sociedade civilizada.
Eu fico me perguntando: o silencio nestes casos não envergonha?
Eu fico me perguntando: o que é ser civilizado se não aprender a viver em sociedade sem violência?
A nós seres humanos o processo civilizatório desde que saímos das cavernas, nos educou para utilizar o cérebro para evoluir de um comportamento irracional violento para uma relação racional de uns com os outros.
E a palavra, o dialogo entre seres humanos civilizados passa longe. Longe mesmo de uma atitude de violência física.
Por isso meus queridos amigos, eu fui buscar um outro exemplo. Mas neste caso bom para me aliviar essa dor e essa vergonha de ver alguém que é pago pelo dinheiro público e teve o voto de tantos, em vez de usar argumentos utilizar a força bruta para machucar um outro ser humano.
Por isso, quero terminar hoje elogiando a atitude civilizada e generosa de um cidadão lá na cidade de Holambra no interior de São Paulo, que desde criança se dedicou a plantar arvores. Milhares de arvores foram plantados por ele na sua cidade e em varias outras.
Arvores que fizeram parques com sementes que deram frutos e flores. Onde moram pássaros e se tem sombra para descansar.
Um cidadão anônimo que fez seu papel na vida.
O bom papel.
Civilizado.
Ainda bem que tem gente assim neste mundo para dar alivio aqueles que com eu, gosta de gente civilizada e conseqüente na vida.
Mas, a vergonha ainda machuca.
Hoje é esta a minha Opinião
Boa Tarde!
PROGRAMA: OPINIÃO DE MYRNA PROENÇA
RADIO SALAMANCA FM.
QUARAI, 24 DE JULHO DE 2009.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Sarney
E encerra semana e começa semana e o tema da corrupção envolvendo o Senado e o presidente Sarney continua firme.
Escândalo de todo tipo: contratações secretas, salas secretas: uma assessora de senadora do PT morava nos Estados Unidos e ganhava salário de 12 mil reais. Um neto do senador Sarney na sombra do avô lucrava fortunas em negócios de terceirização de serviços pagos pelo senado. A filha, Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, que tem nas suas costas muitos casos de corrupção, agora aparece com um mordomo para servi-la dia e noite, pago pelo dinheiro público do Senado.
Serviço de Seguranças enviados de avião para o Maranhão também para servir a família Sarney aparecem nas contas mal havidas deste Poder que mantêm 81 senadores que tem na máquina do Senado 101 funcionários por senador.
Nem os 3 senadores gaúchos escaparam da devassa que a imprensa está conseguindo investigar e publicar para conhecimento de ouvintes, leitores e telespectadores.
Por isso é importante estar bem informado.
Por isso é importante avaliar a conduta dos políticos que ajudamos a eleger com o nosso voto.
Eu, que me considerava uma eleitora cuidadosa, hoje fico encabulada em pensar que alguns do político, que ajudei a eleger para participar do poder para legislar em beneficio da sociedade, estão lá, no meio desse escândalo.
Uns fazendo todo tipo de manipulação verbal. Com discursos que não se sustentam sob a óptica da ética, tentando enganar com argumentos falsos mais uma vez os eleitores.
Outros, pior ainda, ficam escondidos no silencio cúmplice que envergonha tanto quanto as atitudes dos outros.
Agora é o presidente Lula, defendendo a permanência do senador Sarney.
Argumento: não perder o apoio estratégico desse senador pondo em risco o domínio desse poder tão importante para seu governo que é o Senado da República.
Veio do exterior. Dá o recado ao seu partido e publicamente apóia a permanência do senador Sarney justificando o injustificável.
E volta a viajar ao exterior. Como se nada estivesse acontecendo com o dinheiro público privatizado desse jeito.
Ora, amigos, em que crise ética e política estamos imersos.
A campanha eleitoral para sucessão de cargos já começou antes de tempo.
Vemos exemplos todos os dias nos espaços do governo federal e estadual que a disputa eleitoral se precipita. Nos municípios ainda não chegou com tanta antecedência.
Mas, se pensarmos bem.
Política deve ser tema diário de uma sociedade desigual em mudanças.
Por isso, nós que somos apenas eleitores, vamos a prestar bem atenção nos personagens trágicos deste cenário atual.
E identificar com rigor a postura ética de cada um.
Porque daqui a pouco vão bater na nossa porta pedindo o nosso voto.
E nessa hora da verdade, temos que nós também eleitores, saber escolher entre viver com ética ou envergonhados.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa tarde
Programa: Opinião de Myrna Proença
Sexta-feira 03 de julho de 2009.
Radio Salamanca FM / Quarai-RS
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Dia do Trabalho
Como eu gosto da profissão que escolhi para trabalhar. E olha que hoje em dia, qualquer profissão é um desafio diário. É matar um leão por dia... e não ter medo... e gostar dos riscos... e acreditar que sempre se consegue forças para querer mais.
É passar por cima da mediocridade e dos medíocres que tanto mal fazem a civilização humana.
Porque atrasam, porque detém o progresso intelectual, social, político.
Na verdade, nem sei bem como fui parar no jornalismo. Que na minha época de faculdade chamávamos de Comunicação Social.
E a palavra social tinha tanto sentido!
E era a época difícil da ditadura... não só por aqui... mas no Chile... na Argentina... No Uruguay.. sem esquecer do Strossner no Paraguay.
E nós éramos jovens idealistas.. que líamos como nossa bíblia ideológica o livro do Eduardo Galeano: “As veias abertas da America Latina”.
O mesmo livro da década de 70 que há poucos dias foi entregue ao presidente Barack Osama dos Estados Unidos, pelo autoritário presidente Chaves da Venezuela.
Que ironia!
Eu acho que ele não leu o livro ou não entendeu o que leu.
Porque o jornalista Eduardo Galeano em cada letra, em cada frase mostra no livro a luta constante do homem para se desvencilhar dos regimes autoritários.
Defende a liberdade dos povos reprimidos e os cidadãos conscientes construindo uma nova sociedade.
E nós queríamos ter liberdade de falar, de pensar, de agir, de sonhar com uma sociedade solidária, educada, justa.
E queríamos ser capazes de sonhar sem limites.
E eu neste dia do Trabalho.. ou do Trabalhador.. olhei para trás e me encontrei com o mesmo entusiasmo e o mesmo idealismo, de lutar pela verdade, pelo que é correto e justo para poder viver em uma sociedade civilizada.
E querendo contribuir com a minha profissão para que isso aconteça.
Por isso gosto de minha profissão, porque me obriga a questionar o que me parece obscuro. A indagar o que teima em se esconder. A fiscalizar o que é público e é tratado como privado.
Aliás, é isto que temos visto na Imprensa toda nos últimos dias.
Políticos, eleitos por nós, utilizando o cargo para beneficio próprio.
O escândalo das viagens dos parlamentares, suas famílias, seus apadrinhados, seus amigos pelo mundo afora com nosso dinheiro: sim dinheiro do povo brasileiro que trabalha muito e paga impostos.
Nova York, Paris, Buenos Aires, Londres... era o destino de muitos.
Isso aconteceu na capital da República.
Mas temos exemplos de maus políticos aparecendo em todos os lugares.
Por isso temos que estar vigilantes. Atentos.
Eu fico preocupada quando vejo que tem alguns políticos que nem sabem sequer para que Poder foram eleitos.
Se for o Poder Legislativo é para Legislar: ou seja, fazer leis.
E para fiscalizar o poder Executivo.
Este é o papel de um parlamentar seja no Congresso, na Assembléia ou na Câmara de Vereadores, aqui, no Município.
Eu fico arrependida de ter votado em vereador que se confunde todo.
Não sabe que foi eleito para legislar: fazer leis. Simples assim.
Ele foi eleito, também, para fiscalizar as ações do Poder Executivo na sua gestão pública..
Tem vereador que não legisla nem fiscaliza. Que pensa que é um secretário do poder Executivo e sai verificando se o trevo de acesso da cidade está mal cuidado ou não. Mas não para exigir da Prefeitura que faça o seu papel através de políticas publicas de urbanismo.
Ele está correndo atrás de trocar um favor por voto.
O vereador assume ações populistas que nada tem a ver com o seu mandato.
E então meus amigos, eu fico aqui pensando: quem não cumpre com a sua obrigação legal para a qual foi eleito, está desperdiçando o dinheiro público.
Ganha para fazer o que não deve.
Se isso acontecesse na iniciativa privada, era demissão na certa.
Por isso, como sou da iniciativa privada e aprendi que quem não cumpre dança.
Na próxima eleição vou fazer dançar os que me enganaram.
E fico fazendo as contas aqui bem quietinha: 4 anos ganhando mês a mês do dinheiro nosso, para não cumprir o que manda a lei eleitoral:
Poder Legislativo tem que legislar e fiscalizar.
Poder Executivo tem que executar.
Neste dia do Trabalho que vontade que me dá de mandar estes personagens enganadores: ir trabalhar!
Hoje é esta a minha Opinião.
Boa Tarde!
Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Conselho de Combate às drogas
Hoje é sexta-feira 13.
Muitos por brincadeira, e outros tantos porque têm a fantasia como coisa séria na vida, acreditam que o número 13 é um número de risco.
De mal auguro ou pouca sorte.
Olha, eu nasci em um dia 13. E de agosto ainda. E gosto de brincar, e acredito também, que ter fantasias é coisa séria na vida.
Mas, com certeza, o número 13 é inofensivo coitadinho.
Gosto do número. Não trocaria o dia do meu nascimento mesmo.
Nascer. Viver. É um premio da natureza. Da misteriosa força da vida. Portanto, sou feliz com o meu número 13.
Nos Estados Unidos esta tradição quanto ao número 13 é tanta que muitos prédios para evitar o número, passam do andar 12 para o 14 direto. Querem evitar o 13 de qualquer jeito.
Preconceitos aparte. O ser humano é personagem complexo mesmo, imagina que em pleno século 21 e com tanto assunto importante para tratar fica brincando com isso.
É a parte lúdica que nos humaniza. Brincar é coisa de criança, mas também de gente grande.
Mas falando em coisa séria e importante. Ontem de noite aconteceu em nossa cidade uma reunião que pode ajudar a melhorar a nossa vida comunitária influenciando nas políticas públicas, quanto à prevenção ao uso e abuso das drogas.
Refiro-me a organização legalizada do Conselho Municipal de Combate às Drogas, entidade que reúne representantes governamentais e principalmente representantes da nossa comunidade para ações de prevenção e correção desta epidemia social que são as drogas.
O uso de drogas, todas elas vem acompanhadas sempre de muita dor e violência. Não somente para o usuário como para as famílias e a comunidade toda.
No meio dessa luta, está um negocio altamente lucrativo e criminoso.
Não é luta para ingênuos ou amadores.
É luta para profissionais, para as famílias, para a escola, para os poderes públicos, para todos os que amam a vida.
Por isso, vejo com alivio que nossa Quarai, vai avançar, à semelhança de outros municípios, na construção de uma estratégia eficiente e urgente no combate às drogas com a formação do Conselho Municipal de Combate as Drogas..
Sim, amigos, é um combate. Porque estamos vivendo uma guerra.
E a primeira vítima é a criança e o jovem adolescente. Vítimas que cada dia que passa, abandonam a vida para encarar a morte.
E isso com certeza, não é brincadeira. É a coisa mais séria que a comunidade de Quarai tem que encarar com urgência.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa Tarde
Ouça o Programa Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Soldado da Brigada um herói
Entre tantos assuntos para conversarmos hoje, eu escolhi um tema que sempre me intriga tanto na minha vida pessoal, como principalmente na minha atuação profissional: Quando agir e como agir frente a uma injustiça.
É aquela ação que temos que tomar na vida para tentar reparar ou evitar uma injustiça.
Muitas vezes paramos para pensar frente a um fato que contraria os nossos valores.
Faço ou não faço? Tomo atitude ou não? Exponho-me ou não?
Parto para a ação ou não?
Quantas vezes cada um de nós se viu nesse dilema meus amigos.
É da natureza humana ter a lógica e a ética para nos pautar na vida.
Vivemos atualmente em um mundo em crise, não somente no âmbito econômico, mas principalmente no campo ético. O campo dos VALORES que moldam a vida humana em sociedade.
Por isso, foi com violenta emoção que fiquei sabendo via rádio e jornal sobre o gesto heróico de um soldado da Brigada Militar em Porto Alegre.
Jackson Pioner é o nome dele.
Tem 43 anos e 23 anos de profissão, fardado na Corporação.
Vinha ele saindo do Hospital Ernesto Dornelles, acompanhando a sua mulher doente quando se deparou com um tumulto ao redor do Arroio Dilúvio na Capital.
Um tumulto de pessoas assistindo indiferentes a um ato de selvageria cometido por 5 rapazes moradores de rua contra um outro morador de rua: A pauladas e pedradas os rapazes linchavam o outro que estava caído e se afogando nos detritos do Arroio Dilúvio em uma das mais importantes avenidas de Porto Alegre: A Avenida Ipiranga.
Pior, a poucos metros do Palácio da Policia e da Policia Federal.
Apesar da selvageria da agressão, o que mais surpreendeu o soldado da PM foi a inércia, a indiferença, a falta de ação, a total falta de atitude das dezenas de pessoas que assistiam impassíveis a este ato onde um ser humano era trucidado por 5 pessoas a pauladas em um arroio cheio de esgoto.
Pessoas? podemos chamá-los assim? Seriam Cidadãos? Seres civilizados? Seres humanos?
Que tipo de ser é esse que em turba agride o outro com selvageria e covardia?
Que tipo de cidadão é esse?
Que tipo de pessoa age desse jeito?
Que sociedade é esta em que vivemos que produz este ato selvagem.
Onde entre dezenas de pessoas: criminosos ativos e criminosos passivos somente temos um homem que se arrisca heroicamente para interromper a injustiça.
Sim meus amigos, porque todo ato de violência é injusto nesta vida.
Jakson Pioner é o nome dele. Soldado da Brigada Militar. 43 anos.
Do episodio ele saiu como herói e como todo herói na humildade declarou:
“Eu pedia ajuda e ninguém ajudava. Minha mulher estava doente e não podia descer.... Desci sozinho e ninguém ajudou...
Diziam: deixa morrer é vagabundo. Eu disse: “Não. Eu sou da Policia, fosses se afastem que eu vou tirar ele da água. Justiça não serão vocês que vão fazer. Isso não é Justiça”.
Como pessoa este soldado me deu uma esperança. Como profissional do jornalismo estas reportagens do radio e o jornal mostrando o ato fazendo pensar e agir me lavaram a alma.
Este programa vai para você soldado JACKSON PIONER.
Você orgulha a sua corporação e a todos os que acreditamos no homem justo.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa Tarde!
Programa: Opinião de Myrna Proença
Sexta-feira: 6 de março de 2009.
RADIO : SALAMANCA FM/ QUARAIe.mail: salamancafm@terra.com.br
Ouça o ProgramaPrograma : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Carnaval
Queridos ouvintes,
Cheguei ontem a Porto Alegre com muita chuva. Chuva que seria muito bem vinda para a nossa região.
De madrugada, mais chuva e tormenta.
Mas amanheceu com sol e o dia promete ser quente.
A cidade se prepara para o feriado de Carnaval. Muita gente opta por curtir esses dias na praia embora a metereologia anuncie tempo instável.
Aqui o transito continua intenso e movimentado.
Os foliões apesar do anuncio de chuva se preparam para desfilar na avenida.
O Carnaval tem uma energia mágica para quem todo ano tira esses dias para deixar de lado os seus problemas e assumir a fantasia que maior prazer lhe dê.
O importante é fantasiar. Sair da realidade cotidiana e reinventar um personagem.
Seja ele de rainha ou de Rei. De malandro o de príncipe.
A vontade é de transgredir os papeis que a vida nos deu para interpretar.
Muitos sociólogos, psicólogos, psiquiatras, gente comum ou não, tem tentado através dos tempos entender esse fenômeno comportamental do povo brasileiro.
Carnaval é coisa séria.
Carnaval é manifestação cultural de um povo.
Difícil de ser transportar em todo o seu significado para outras bandas.
Na nossa fronteira, vivemos o Carnaval com suas características inovadoras.
É o Carnaval em Portunhol!
E chama a atenção como cada ano esta festa fica mais complexa na sua expressão artística. Com maior luxo, mais foliões, mais investimento em dinheiro, em entusiasmo, em qualificação.
O samba enredo vai ser buscado com profissionais de fora muitas vezes.
Tem escola de samba em Artigas que importou o seu.
Mas tem que chegar um dia em que o Samba-enredo terá que sair daqueles que vão cantar, desfilar e sambar.
É essa a magia do Carnaval.
Interpretar a historia reinventando a forma de contá-la com música, forma, dança e cor.
E o melhor: com deslumbrante alegria!
O samba-enredo pode ser de critica social ou não. Mas é sempre uma maneira criativa de se expressar com alegria.
Não se pode sambar na tristeza.
Por isso, neste mundo que somente fala em tristeza e crise vamos aproveitar a fantasia de que o mundo transforma operários em Reis e os Reis em vassalos.
Isso acontece é claro na fantasia do Carnaval!
Por isso foliões aproveitem!
Hoje é esta a minha Opinião.
Feliz Carnaval
Ouça o Programa
Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Cavalgada
Faltei ao nosso encontro da sexta-feira. Estava participando de uma aventura.
Isso mesmo, meus amigos.
Uma aventura e tanto que encarei com a irresponsabilidade de uma adolescente que gosta de se testar.
Fui participar de uma cavalgada na costa do mar lá pelas praias de Rocha no Uruguay.
O nome da cavalgada era: “CAVALGATA DE LA LUNA LLENA”.
Com um nome tão convidativo, como eu poderia me negar a participar?
Depois das primeiras dúvidas, logo me enchi de coragem e me animei a me testar cavalgando 58 quilômetros em 3 dias.
Isso mesmo. Cavalguei 58 quilômetros junto com mais 50 ginetes.
O grupo era integrado por jovens, adultos e até 8 crianças com os seus pais.
Alguns vindos da argentina. Havia uma européia e uma norte-americana.
De todas as profissões.
Mas todos aventureiros e excelentes parceiros.
A maioria experiente em esse tipo de esporte ecológico. Sei lá como se pode chamar.
O certo é que nunca mais vou ver os campos, as dunas, os rios,
a lua cheia, nem os cavalos da mesma forma, depois desta Cavalgada.
Eu testei o meu corpo ao limite. Mas deixei a minha alma livre e solta.
Para mim foi o meu Caminho de Compostela. Aquela peregrinação que fazem os que querem se conhecer mais.
E eu gostei da experiência. E quero repetir. E fazer que outros participem dessa maravilha que é cavalgar no meio da natureza em grupo.
Levantar cedo. Sentir a brisa da manha. Tomar o café fumegante e partir para fazer uma trilha pelo campo, pelo mato, passando arroios, vendo aqui e ali a natureza esplendorosa.
Campos com plantações de milho, arroz, girassóis. Campos com gado. Com lagoas, arroios limpos. Com palmeiras e com umbus. Tudo convivendo numa total harmonia da natureza.
E o melhor, no fim da jornada, exaustos pela cavalgada, ter vontade de curtir um fogo de chão e um violão.
Sim, porque não podemos esquecer a música nessa aventura.
Foi bom demais.
Desde criança que eu não cavalgava mais. Aprendi a cavalgar na infância com o meu avô campeiro.
E nunca mais esqueci o gostoso que é.
Por isso, meus queridos amigos, perdoem a minha ausência na última sexta-feira. Eu estava lá participando de uma aventura tentando descobrir mais um segredo sobre mim.
E consegui.
Porque não há idade para a alma inquieta. Nem limites para se testar.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa tarde!
Ouça o ProgramaPrograma : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Acidentes
Encarar uma estrada hoje em dia é uma atitude de coragem.
Tanto para motoristas como para caroneiros.
Tal a quantidade de acidentes.
Mais que numa guerra, vidas vão sendo levadas na estrada, quando não deixando seqüelas, permanentes ou não, nos acidentados.
São vitimas de todas as idades.
Revolta. Assustam as estatísticas apresentadas pelas autoridades sobre a imprudência de motoristas que utilizam a estrada e o seu carro como uma arma a se impor a todos.
A velocidade excessiva. O cansaço. As estradas mal cuidadas e
pura imprudência são variáveis que se repetem diariamente no noticiário.
Na maioria dos acidentes graves está envolvido um caminhoneiro com sono, com estimulantes ou drogas que pressionado não dorme, nem de dia nem de noite para levar a carga e receber o pagamento.
Nesta época de férias, tudo fica mais arriscado.Mais carros trafegando.
A velocidade para chegar ao lugar de prazer aumenta.
A falta de atenção na direção tem sido uma rotina daqueles envolvidos em acidentes.
Para nós da fronteira, que moramos tão longe da capital e das praias, o cuidado tem que ser redobrado.
Temos que utilizar a estrada . E sempre as distancias são grandes.
Por isso, vamos cuidar de nossas vidas. E da dos outros.
Uma vida é única.
Não tem substituição.
Confesso que cheguei hoje a Porto Alegre à trabalho exausta.
Cuidando cada manobra brusca do motorista.
Uma viagem de ônibus Quarai/Porto Alegre que tem 4 paradas : ROSARIO/ SÃO GABRIEL/ VILA NOVA/ PANTANO/
Pode uma coisa dessas?
Estamos no século 21 e ainda não conseguimos que as autoridades locais reivindiquem uma linha intermunicipal que contemple o conforto e a segurança de seus munícipes.
Trocar o ônibus coletivo pelo carro particular não pode ser mais uma alternativa para os que moramos tão longe e precisamos de segurança para ir e vir a trabalho ou não.
Meus amigos,
Quem for para estrada.
Lembrem: que todo cuidado é pouco. Porque é você e suas circunstancias.
HOJE É ESTA A MINHA OPINIAO
BOA TARDE!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Obama
O mundo viveu um momento impar nesta semana.
Participamos de um verdadeiro fenômeno de poder das comunicações globalizadas.
Milhões de pessoas ao redor do mundo ficaram unidas ao mesmo tempo com a sua atenção na cerimônia de posse e principalmente do discurso do primeiro presidente negro da nação mais poderosa da Terra.
Barack Hussein Obama assumiu com toda a pompa e circunstancia simbólica para mostrar o impacto de uma eleição em uma nação que foi construída em mais de 200 anos sob os valores que definem o sistema democrático de divisão do poder.
Os Estados Unidos deram uma demonstração ao mundo de como é o seu jeito de entender o sistema representativo de governo e da importância de uma Eleição na vida de uma sociedade e na vida principalmente dos indivíduos que nela vivem.
Desde George Washignton, o primero presidente americano, a eleição e a troca de poder é feita nessa nação de forma sistemática e pacifica.
A sua indenpendencia colonial do Império Britânico na época, foi construída em nome da Liberdade dos cidadãos. Liberdade que eles pregam até hoje internamente: liberdade essencial para poder chegar à felicidade individual.
Construíram o seu sistema capitalista como ninguém em cima de valores que estimularam o exercício da cidadania plena.
Parece uma contradição no momento em que vemos que estão envolvidos em guerras externas constantemente e tinham uma sociedade racista até poucas decadas: mas não é!
Sempre o conceito de liberdade foi usado para justificar seus atos e na construção do jeito americano de viver. O chamado american way of life!
Foi em nome dos valores democráticos de representatividade que os negros conseguiram dividir o poder com os brancos.
Em uma sociedade que nasceu escravagista dividindo negros e brancos foi o valor e a busca da liberdade que vem dos primeiros cidadãos americanos a que teve a força de levar ao poder no inicio do século 21 o primeiro presidente negro.
E este ato não tem somente uma interpretação simbólica.
Tem a constatação real de vermos um filho de imigrante africano com uma mãe americana branca, que viveu na infância a pobreza da África chegar ao cargo de maior poder no Planeta Terra: a PRESIDENCIA DOS ESTADO UNIDOS DA AMERICA.
Por isso, o mundo globalizado vai acompanhar de perto este líder carismático e surprendentemente multiracial daqui para a frente.
Estamos no meio a uma crise financeira mundial provocada por esse mesmo sistema capitalista americano. Nesse sentido,hoje mais do que nunca, o valor do sistema democrático de divisão de poder e a defesa da liberdade como a única forma de chegar a felicidade individual tem que ser reconstruído.
E é isso que quero acreditar nas palavras do Barack Husseim Obama> “o mundo mudou e os estados unidos tem que mudar junto”
Nesta eleição eu votei virtualmente em Barack Husseim Obama.
E tenho certeza, meus amigos.
Milhões de cidadãos que amam a liberdade e o sistema democrático de viver também acompanharam.
Hoje é esta a minha opinião. Bom fim de semana!
Ouça o ProgramaPrograma : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Vestibular
Começa o ano e milhares de jovens se preparam para realizar a prova do Vestibular tentando cumprir com o ritual de ganhar uma vaga no ensino de Terceiro Grau na Universidade.
Famílias inteiras vivenciam esta preparação com angústia e insegurança quanto ao futuro dos filhos, netos, sobrinhos, padrinhos, amigos. Em fim, todo o grupo afetivo que rodeia o vestibulando se envolve nestas hora de tensão e angustia..
O Exame do Vestibular se tornou um rito de passagem dos jovens estudantes: do mundo adolescente para a maturidade de quem escolhe uma profissão para sobreviver independentemente na vida.
Ora esse é o sonho e deveria ser a realidade desses jovens estudantes:
Estudar na infância: aprender e se qualificar para poder cursar com competência uma Faculdade e depois como formado exercer profissionalmente a profissão escolhida e conseguir com o seu trabalho ser independente financeiramente e emocionalmente feliz pela escolha feita.
Mas não é bem isso que temos visto acontecer.
Milhares de jovens encaram o Vestibular despreparados. A escola não os preparou suficientemente.
Esses mesmos jovens olham ao redor na sociedade e vem que muitos jovens como eles, ainda que passando no Vestibular e se formando, não conseguem emprego depois. Apenas um sub-emprego as vezes.
O mercado não os absorve. Não lhes dá chance.
Triste realidade que a cada geração piora.
O mundo adulto tem que fazer uma reflexão profunda sobre o sistema educacional que temos hoje.
Identificar as suas falhas para poder corrigi-las.
Não podemos permitir que gerações de jovens fiquem frustrados à margem dos benefícios culturais e econômicos de uma sociedade desenvolvida.
Aliás, nos chamam de sociedade em desenvolvimento, portanto é na profissionalização de sua Mao de obra que se sustentaria esse trajeto para o Desenvolvimento.
Não é o que temos visto.
Por isso está na hora de participar. Ninguém pode se omitir. Educação é um problema de todos: PAIS, PROFESSORES, GOVERNANTES,FORMANDORES DE OPINIAO, ESTUDANTES, E PRINCIPALMENTE OS GESTORES.
Ouvi do próprio Ministro da Educação que a Educação está um desastre, os índices de aproveitamento dos alunos assim o comprovam. Mas o que mais o preocupa é que a comunidade escolar: principalmente os pais em pesquisa feita sobre a qualidade do ensino de seu filho Responderam que “estavam satisfeitos”.
É hora de encarar o Vestibular, sem dúvida, mas junto com ele a determinaçao de buscar, exigir e provocar mudanças.
Amar os jovens é buscar o melhor para a sua geração. É amar a vida em sociedade.
É acreditar que o Desenvolvimento é um processo que deve ter na Educação a sua mais nobre sustentabilidade.
Hoje é esta a minha opinião.
Ouça o Programa Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Inventando as Férias
Como gosto do verão. Na verdade é do sol. Da luminosidade do céu no verão.Verão nos dá uma sensação de estarmos em férias embora trabalhando.Nós que temos poucas alternativas de lazer por aqui.Não temos mais aquela praia de águas limpas que por aqui chamamos de Praia dos Castelhanos.Me criei indo com os meus pais tomar banhos de rio junto com minhas irmãs.Era uma festa tomar banho de rio seja no Rio Quarai ou Pintadito...ou Tamanduá.Todos rios com lambaris.. rios de águas que correm.Temos poucas alternativas de lazer mesmo.Por isso temos que inventa-las.É pegar um livro.É preparar um jantarzinho ou almoço de sábado para um amigo de bom papo.É curtir uma boa música ( isso se a poluição sonora de nossas ruas permitir)É dar aquela caminhada saudável.Ou andar de biscicleta.É fazer aquela visita aquela tia velinha que sempre nos espera com sorriso aberto, com biscoitinhos e uma historia de quando eramos crianças levadas.É parar para ficar num canto sem fazer nada por um momento durante o dia. Que alguns falam de meditação e eu chamo de “meu momento de conversar comigo”.Sim meus amigos.Temos que aprender a nos sentir em férias no verão embora trabalhando.E falando nisso gostei de encontrar lá no Parque debaixo da Ponte onde tantos caminhamos, um casal de alemães sentados lendo ao lado de seu motor-home.Um veículo diferente que me chamou a atenção ao passar por ele.Me atrevi a perguntar ao casal de onde vinham.( as vezes a profissão de jornalista nos permite sair perguntando por ai).Com que alegria me responderam que estavam recorrendo o mundo.Que depois de sua aposentadoria em 2002 na Alemanha eles decidiram conhecer outros povos e culturas.Pegaram um mapa. Preparam um motor-home bem compacto e seguro e saíram nessa aventura a dois.Já tinham ido para a Índia. Já tinham vindo para a America do Sul antes.E agora estavam retornando porque a gente, a paisagem, a cultura destas bandas os faziam felizes.Entraram no Uruguay por Colônia do Sacramento, vindos de Buenos Aires.Recorreram o Uruguay de ponta a ponta e chegaram a Artigas para entrar no Brasil por nossa Quarai.Queriam ver mais uma vez as Cataratas do Iguaçu e ir conhecer depois a arquitetura de Brasília.Passar por Blumenau antes para ver como vivem os imigrantes alemães daquela região.Sim meus amigos, eu fiquei com uma vontade louca de copiar essa aventura de aposentados felizes e saudáveis.Mas fiquei pensando constrangida: quem são os que aposentados são capazes de encarar uma aventura dessas?Realmente nessa hora nos damos conta que seguimos sendo CIDADÃOS DE TERCEIRO MUNDO!Entao vamos neste verão continuar inventando que estamos em férias.
Hoje é esta a minha opinião
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Ninguém é uma ilha!
Queridos amigos,
É certo que a contagem dos anos é uma abstração humana baseada em um fato astronômico, ou seja a passagem do planeta Terra pelo mesmo ponto que ocupava 365 dias antes em seu movimento de translação em órbita do sol.
Mas o importante desse fato é que a passagem de um ano para outro sempre vem carregado de um simbolismo de Mudança e Renovação.
Todas as sociedades, desde a tribal até a cibernética viram a mudança de ano como uma forma de junto com o calendário novo fazer uma conta de saída e chegada das nossas ações.
Ganhos e Perdas passam por uma reavaliação quando enfrentamos o novo ano.
Os otimistas carregam nos Ganhos obtidos nos últimos 365 dias que passaram.
E a sua conta final é sempre positiva.
Nesse grupo me incluou.
Os pessimistas, que ainda não descobriram que viver é a maior maravilha do mundo, contabilizam mais as perdas que os Ganhos!.
A vida nos deu a chance fantástica de sonhar, de acreditar que cada novo dia é uma nova chance de refazer ações, relacionamentos, de construir novas metas. E importante também de consolidar ações e relacionamentos.
Alimentar a alma e o corpo com prazer em cada novo dia é uma maneira inteligente de viver.
Foi embora o ano de 2008!
Com ele eu embalei todas as minhas magoas. Minhas desiluçoes. Meus temores e medos.
Mandei embora o que me fez mal. Me provocou lágrimas.
Mas, também guardei com muito cuidado os bons sentimentos que tive em 2008.
Reencontrei amigos. Encontrei outros novos.
Li bastante.. escutei boa música. Conversei bons papos.
Me reconfortei com o sucesso dos amigos, dos nem tanto.
Sim, isso mesmo. Cada dia que passa eu aprendo que festejar tanto as coisas boas que nos acontecem como as coisas boas que acontecem aos demais é sentimento de valor. Que faz bem!
Por isso meus amigos, espero que 2009 nos encontre com a mente e a alma aberta para as novas experiências que vamos encarar..
Pode vir 2009 cheio de desafios novos porque nova e intensa é a nossa fé.
Hoje é esta a minha Opinião!
Feliz 2009 !
Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM


