sexta-feira, 30 de outubro de 2009

VOCAÇÃO PARA A NOTÍCIA!

Queridos Ouvintes,
Trabalhar em radio significa hoje estar antenado para a noticia instantânea. Para a informação relevante. Aberto aos novos parceiros que hoje, mais do que nunca ajudam a fazer a programação do Rádio: OS OUVINTES.
Vocês, que do outro lado do receptor de rádio, nos escutam e nos falam.
Isso mesmo: o rádio é um veiculo por excelência participativo. Porque é instantâneo. Porque é intimo do ouvinte. Porque tem a linguagem mais natural ao homem: a linguagem oral.
A Palavra, que vem embalada pela voz, pela emoção e neste caso meus amigos, pelo sotaque que identifica a origem do comunicador.
Sejam os inúmeros sotaques que as regiões do país produzem, como quando em este mundo internacionalizado, outras terras fora da fronteira, marcam presença também.
Outro dia falarei com vocês sobre o que significa na vida de alguém o ter “sotaque”.
Mas hoje eu quero falar-lhes sobre a maravilha de dia que temos hoje, nós, os colegas da Salamanca FM.
Estamos encerrando o mês de outubro: mês em que festejamos 17 anos de trabalho na primeira emissora em freqüência modulada do nosso município.
E encerramos o mês, muito felizes porque está chegando a Quarai daqui à pouco a mais importante comentarista econômica e política do nosso Estado.
Vem especialmente a Quarai, em um esforço físico e profissional enorme, já que mora em Brasília e de lá comanda sua Coluna no Jornal Zero Hora, seu programa na RBS TV, na Rádio Gaúcha, no Canal Rural e ainda nos espaços da imprensa de Santa Catarina.

Sim, meus amigos, estamos trazendo a jornalista Ana Amélia Lemos a Quarai para confraternizar conosco e palestrar e abrir o debate sobre os mais importantes temas que nos fazem pensar. Temas que nos obrigam analisar com profundidade para podermos entender a nossa realidade, aqui no município e no mundo.
Para mim, o século 21 que nos toca viver agora não é para amadores. O século 21 exige profissionalismo. Competência. Preparo. Expertise. Eficiência.
Por isso motivar e trazer a jornalista Ana Amélia Lemos para abrir oficialmente a Expo feira, espaço de negócios e de esperança para nossa região, nos deixa tão felizes.
Porque ela é uma extraordinária profissional da Comunicação.
Domina a linguagem dos 3 veículos: JORNAL, RADIO E TELEVISAO.
E o melhor, com conteúdo relevante. Importante. Conseqüente. E sem perder a doçura e a espontaneidade no trato com as pessoas que a caracteriza.
Em fim, um grande dia hoje para a nossa equipe de colegas da Salamanca FM.
Missão cumprida meus colegas! Parabéns pelo esforço e o trabalho eficiente realizado.
Obrigada Ana Amélia Lemos, por aceitar o desafio de sair de Brasília, atravessar o Estado em 4 vôos diferentes de avião. Hospedar-se em 2 hotéis. Encarar a madrugada de carro até Santa Maria para tomar mais um avião para ir a Porto Alegre e depois outro para Brasília de volta ao trabalho. Ela dedicou 3 dias para poder fazer esta palestra em Quarai (quinta/sexta e sábado).

Sim, meus amigos.
Quarai, fica muito longe.
Mas para os amigos. Para os jornalistas da estirpe de Ana Amélia Lemos, o coração e o profissionalismo mandam mais.
Por isso hoje, os 17 anos da Salamanca ficarão na historia da nossa emissora.
A todos os que ajudaram, gostaria de agradecer, sensibilizada.

Muito obrigada!
Hoje é esta a minha Opinião!
Boa Tarde!

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Programa: Opinião de Myrna Proença
Sexta-feira dia 30 de outubro de 2009.
RADIO SALAMANCA FM

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Premio Nobel de Economia: A comunidade tem vez

Queridos ouvintes,
Todos os anos o mundo cientifico e intelectual espera com expectativa os ganhadores do Premio Nobel.
Este premio começou a ser entregue em 1901 pela Real Academia Sueca que escolhe os ganhadores em diversas categorias do saber humano.
Receber o premio Nobel é a maior honraria mundial para um cidadão. Um cientista ou intelectual que recebe o Premio passa a ocupar um lugar histórico e tem sua carreira transformada para sempre.
Não somente pelo reconhecimento sobre a qualidade de seu trabalho em beneficio da humanidade como pelo valor em dinheiro do premio. Que é cifra milionária.
São várias categorias e todas importantes.
O premio leva o nome em homenagem ao cientista sueco Alfred Nobel que inventou a dinamite, um explosivo sólido que lhe deu sucesso imediato: vendeu mais de 350 patentes e teve empresas espalhadas em mais de 20 países.
O cientista não imaginava nem quis que seu invento: a dinamite fosse usada também para o mal.
E foi.
Por isso deixou toda sua fortuna ao morre, em 1896, para a Fundação Nobel administrada pela Real Academia Sueca de Ciências. E são os rendimentos de sua fortuna que cada ano premia a intelectualidade mundial.
Neste ano, aconteceu uma grande surpresa: por primeira vez uma mulher recebeu o Nobel de Economia que dividiu com um compatriota americano.
E o melhor, é que esse premio foi pelo impacto da sua pesquisa sobre o comportamento dos homens e mulheres comuns na sociedade.
Elinor Ostron de 76 anos da Universidade de Indiana nos Estados Unidos pesquisou lagos, florestas e pastagens e o cuidado que as comunidades ali presentes davam a eles e desafiou as teorias sociais que afirmavam que a propriedade comunitária é mal gerenciada e deveria ser regulada pelos governos.
Ela descobriu que quando os indivíduos trabalham juntos, podem construir novos caminhos e solucionar problemas sem precisar entregar os recursos naturais para os governos.
A teoria revolucionaria desta pesquisadora parece tão simples: o papel indispensável do individuo trabalhando em comunidade, aprendendo a gerenciar os seus recursos naturais comuns.
Com ajuda do Governo, mas sem alienar o seu direito de participação ativa.
O impacto relevante da pesquisa cientifica desta primeira mulher ganhadora do Nobel de Economia, está em que nos novos Modelos de defesa do meio ambiente para deter o aquecimento global que vem assustando os governos do mundo todo, o papel dos indivíduos trabalhando em comunidade terá que ser reconhecido. Pela sua eficiência. Pela criatividade de soluções que um grupo social trabalhando junto pode descobrir.
De maneira simples é reconhecer que as soluções para os problemas globais da questão ambiental não devem ficar restrito a políticos e gestores de gabinete.
Daqui para frente esta pesquisa cientifica merecedora de um Premio Nobel prova que não pode ser mais assim.
E cada um dos indivíduos trabalhando em ações comunitárias tem um papel de valor indispensável na transformação do mundo que vivemos e está pela poluição e o mal uso de seus recursos naturais levando a humanidade à doença, esgotamento de nosso planeta.
Bem vinda seja esta descoberta feita por uma mulher que passou 76 anos estudando isto.
Com certeza, onde estiver Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu se sentindo culpado pelo poder destruidor da sua descoberta, deve estar feliz.
Como eu e todos os que nunca duvidaram do papel transformador do trabalho feito em comunidade.
Hoje é esta a minha Opinião!
Boa Tarde!


Programa: Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SER OU NÃO SER

Queridos ouvintes,

Tem momentos em nossa vida profissional em que gostaríamos de romper com as regras do protocolo e poder agir como manda o coração e principalmente a razão. Ontem, sentada ao lado da Governadora do Estado Yeda Crusius, passei por um desses momentos emblemáticos na minha profissão de jornalista.
A agenda que me levou ao encontro com a Governadora ontem à tarde, no dia em que estava sendo votada a possibilidade de seu impeachment era por demais nobre: era a entrega do Relatório Social da Radiodifusão Gaúcha que mostra o investimento social que as emissoras de Rádio e Televisão do Estado associadas à Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão-AGERT fazem em beneficio das comunidades onde atuam.
Como coordenadora deste projeto pioneiro no país desde 2004, que tem a participação ativa de 198 emissoras de Rádio e Televisão que investiram 61 milhões de reais liderando ou apoiando com mídia doada ações de Responsabilidade Social no Estado, eu gostaria de ter quebrado as regras do protocolo e fazer à Governadora todas aquelas perguntas que estão na cabeça da maioria dos gaúchos e gaúchas.
- Na gestão dos assuntos do Estado, para a qual foi eleita, os princípios da boa ética publica foram preservados?
- A separação indispensável no trato do dinheiro público entre o privado e o público foi feita com o rigor que a moral pública exige?
- Até que ponto a Governadora estava a par das irregularidades agora apontadas pelos demais poderes do Estado: Poder Judiciário e Poder Legislativo?
Estas e tantas outras perguntas que me fazia internamente me deixaram em estado de perplexidade ontem ao ver a governadora, em aparente tranqüilidade, criticar uma vez mais, a sanha e a injustiça dos que levantam suspeitas à probidade de sua gestão.
Estava eu como jornalista, em uma situação privilegiada, frente a frente com a governadora, já que os demais colegas de imprensa ficaram ontem impedidos de entrevista-la.
Mas eu não quebrei as regras. Porque, fui recebida junto com três colegas de Diretoria da AGERT pela Governadora para uma agenda pré-estabelecida: a entrega do Relatório Social da entidade e não como a repórter que gostaria de ter sido.
Sim, meus amigos têm momentos na vida que ficamos em uma encruzilhada.
E as perguntas que não são feitas perturbam mais que as possíveis respostas.
É aquela dúvida existencial que a literatura universal há mais de 400 anos relembra: To be or not to be
O “ser ou não ser” do personagem Hamlet que tanto me intrigou na adolescência e que ontem me pegou desprevenida e fez sentir impotente na minha maturidade.
Mais ainda uma frase da Governadora dita na despedida que ainda tento decifrar: não consigo ver nada de positivo nesta experiência que estou passando, mas se pode ajudar no futuro que assim seja.
Sai da audiência amargurada. Como mulher. Como sua eleitora.
E o pior sem entender neste desvairado cenário político quem é a vítima e quem é o algoz.

Hoje é esta a minha opinião!
Bom fim de semana.

Programa: Opinião de Myrna Proença
Rádio Salamanca FM/Quarai

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ENEM

Queridos ouvintes,

Tantos assuntos para falar: é a prova do ENEM que levaria a esperança de chegar a uma Universidade 5 milhões de jovens estudantes no Brasil todo.
É a denúncia do vice-governador acusando a Governadora.
É a crise que está atingindo em cheio as prefeituras no país com o corte dos repasses do Governo Federal obrigando a dispensa de funcionários.
Mas, eu escolho o tema da Fraude na Prova do ENEM: Exame Nacional do Ensino Médio.
Embora os outros temas sejam tão graves quanto, este novo tipo de crime deixa perplexa a comunidade escolar do Oiapoque ao Chuí.
Porque?
Porque essa prova revolucionaria o sistema de acesso ao ensino superior instituída pelo jovem Ministro da Educação Fernando Haddad e foi fraudada: um homem se apresentou ao Estadão, jornal importante de São Paulo, tentando vender parte da prova do ENEM roubada.
Isso mesmo, o crime de todo tipo, está em todo lugar e hora aparecendo. Agora é um crime intelectual. Roubou-se o saber.
O preço da venda da prova do Enem fraudada?: 500 mil reais.
Na mesma hora foi denunciado o crime pela empresa jornalística ao Ministério que mandou parar o processo do exame do ENEM frustrando os milhares de estudantes que se preparavam para a prova.
Esta prova democratizaria o acesso de alunos das escolas públicas e à Universidade. O Enem seria um novo sistema de vestibular.
Seria uma tentativa do Ministério da Educação de valorizar o ensino público.
Porque se a criança desde o primeiro grau passando pelo segundo grau estuda e aprende na escola se qualificaria para entrar com naturalidade na Universidade ao passar pela prova do ENEM.
Desta forma o sistema puxaria de cima para abaixo a qualidade do ensino, segundo os educadores que estão constatando que o Brasil ocupa hoje os piores lugares no resultado do aprendizado escolar.
E não é falta de investimento monetário nas Escolas, informam os estudiosos, o Brasil é o segundo país do mundo em investimento na educação proporcionalmente. O primeiro é o México. Os países destaque em educação são os Estados Unidos e a Coréia do sul.
Lá os alunos passam pela escola e aprendem. As pesquisas comparativas entre esses estudantes comprovam a eficiência do ensino por lá.
Por isso é tão importante que se recupere a confiança no ENEM.
Porque pela aprovação dos alunos da escola pública vai se identificar qual é a escola que sabe ensinar e prepara bem seus alunos e qual a que está fracassando no seu resultado pedagógico porque seus alunos não aprendem e não conseguem avançar passando na prova do ENEM.
Eu ouvi, do próprio Ministro da Educação, que a Escola somente vai mudar quando a comunidade escolar: professores, pais e alunos entenderem que o ensino vai mal e tem que urgentemente mudar.
Professores têm que exigir treinamento adequado, os pais tem que participar ativamente na escola dos filhos, e os alunos aprender a valorizar o esforço de pais e mestres fazendo também sua parte.
Otimista que sou, acredito que este roubo intelectual, foi somente da Prova do Enem e não do futuro escolar dos jovens estudantes. Porque para mim não tem pior crime que roubar o futuro de um jovem!
Hoje é esta minha Opinião!
Bom fim de semana a todos.

Programa: Opinião de Myrna Proença
Salamanaca FM /Quaraí