Queridos ouvintes,
Sempre achei que o exercício da cidadania era essencial para a transformação positiva da sociedade onde vivemos.
Venho de família de políticos e educadores. Não sei se é essa origem que me fez sempre valorizar a minha participação cívica.
Não faço política partidária. Não tenho filiação política. Mas sempre, em todas as circunstancias me manifesto pública ou privadamente sobre a minha vida em sociedade.
O que acho correto. O que acho que não é saudável nem ético.
Pauto-me por valores éticos.
E não é fácil fazer esta prática diária com naturalidade nesta sociedade que nos impõe um presidente do Senado como um perfil ligado a corrupção mais hedionda. Porque, privatiza o que é público.
Porque hoje, aceitar a permanência do senador Sarney no comando do senado, com tanta corrupção levantada, significa rasgar valores éticos que devem ser o alicerce de uma democracia desenvolvida.
Estive no Rio de Janeiro e em Porto Alegre nesta semana e gostei de ver nas duas cidades a participação cívica em torno de idéias e ações sociais.
No Rio de Janeiro na manha de domingo ensolarado, em plena praia de Copacabana centenas de advogados, de todas as idades vestindo camisetas e empunhando bandeiras, defendendo a candidatura de um colega para a presidência da OAB.
Uma passeata e comício alegre, com o jeito carioca de ser. Sempre participativo.
Em Porto Alegre, a movimentação é o referendo que ser votará neste domingo: é uma consulta proposta pelo governo municipal perguntando aos moradores da cidade a sua opinião:
Se autorizam que numa área na orla do rio Guaíba, privatizada possam ser construídos prédios residenciais junto com edifícios comerciais.
A votação é facultativa.
Mesmo assim, a eleição deste domingo está mobilizando os moradores de Porto Alegre.
Na verdade, eles queriam que a pergunta fosse outra:
Se a empresa BM Par dona do local pudesse construir nesse local nobre, prédios de qualquer natureza, residenciais e comerciais.
Não é ir contra o desenvolvimento urbano.
Mas tem locais que não poderiam jamais ser privatizados.
Esse critério bem definido do que é PUBLICO e o que é PRIVADO, os políticos não tem.
Lamentavelmente.
Muitas vezes vemos privatizar praças, logradouros como se um bem privado fosse.
Está errado.
Eu que gosto de defender o que considero um bem público já recorri à Justiça para rever a privatização feita em nossa principal praça.
Desvirtuada no seu objetivo cultural.
Por isso, gostei tanto de ver que o Prefeito de Porto Alegre, pediu a comunidade de lá para se manifestar em referendo.
A democracia se fortalece e a sociedade amadurece com políticas assim.
Desde Quarai eu voto: NÃO A CONSTRUÇAO DE PREDIOS NA ORLA DO RIO GUAIBA. CIDADE QUE TEM O MAIS BELO POR DO SOL DO MUNDO.
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
Sexta-feira 21 de agosto de 2009
Radio Salamanca FM/ Quarai
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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