Começa março e milhares de crianças voltam às aulas. A maioria com o entusiasmo e a esperança de se sentir acolhida com afeto: por professoras, colegas, funcionários das Escolas. Aguardando o novo ano escolar querendo ter aulas atraentes, que despertem a criatividade e estimulem o estudo. Estar na Escola é estar em um espaço todo especial.
A educação qualificada e eficiente é capaz de revolucionar para sempre a vida do aluno. Abrir caminho para sua formação psíquica e cultural. A Escola é o espaço para aprender a conviver com os outros de forma saudável e compensadora.
Uma Escola de alunos felizes é a melhor coisa que um pai, uma mãe, um estudante pode desejar quando começa a estudar..
Eu estudei em Escola Publica: Escuela España em Artigas.
Foram 7 anos contando com um ano de Jardim aos 5 anos.
Até a minha adolescência dividi brincadeiras, dificuldades com a matemática e descobertas fantásticas que somente a educação qualificada pode dar, com inúmeros colegas. A maioria absoluta deles se tornou meus amigos. Muitos até hoje me provocam uma alegria enorme quando os encontro..
Os colegas da infância, mais do que nenhum outro, são tesouros que nos amamos para sempre.
Nem sempre é tudo alegria. Também na Escola aprendemos a nos defender das agressões. Físicas ou verbais.
De colegas.. às vezes de professor sem preparo que confundem disciplina com agressão.
Também na escola, descobrimos o preconceito escancarado ou dissimulado: preconceito de raça, de classe social, até da estética física que cada um tem.
Nem sempre o preconceito é conosco. Pode ser com os outros colegas. Mas sempre machuca e sendo como sou de personalidade latina, me agride.
Falo isto porque é com enorme surpresa e alegria que vejo a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, aprovar uma Lei Municipal contra a prática do BULLING nas Escolas. Esta lei quer mudar a cultura escolar que permite a agressão de um aluno contra o outro. Que permite ameaças ou agressões físicas ou psíquicas. Que permite o uso de apelidos humilhantes. Apelidos que aparentemente colocados como brincadeira, na verdade podem humilhar e envergonhar quem os recebe.
Bater, socar, destruir os bens alheios. Comentários racistas, intolerantes quanto às diferenças econômicas, sociais, físicas e culturais, morais ou religiosas são alguns exemplos que devem ser COMBATIDOS dentro da Escola.
Ou seja, o objetivo desta lei aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre é introduzir nas Escolas uma nova cultura de respeito e dignidade ao aluno.
Com certeza, uma nova onda saudável vai envolver as Escolas que invistam nessa nova cultura com determinação.
Os professores têm que estar determinados e alertas para a agressão chamada Bulling. Porque as conseqüências das praticas agressivas na escola provoca queda do rendimento escolar. Evasão escolar e até tentativas de suicídio constatam as pesquisas do comportamento.
Mas mais do que isso, uma falsa brincadeira, pode transformar a alegria e o prazer de estudar em um martírio que marcará para sempre uma criança ou um adolescente.
Que noticia boa estou dando hoje. Noticia que espero se torne uma pratica competente em cada escola, não somente na Capital com essa Lei aprovada pelos vereadores de lá. Mas que aqui em Quarai também aconteça.
Aos alunos, pais, professores, comunidade escolar desejo um Ano de paz e relevantes descobertas. Porque estudar é aprender a viver!
HOJE É ESTÁ A MINHA OPINIÃO
Bom fim de semana!
PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
NA SEXTA-FEIRA AS 12:30 HORAS.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Medo de ter medo dos outros!
Queridos ouvintes,
Viver é uma aventura e tanto. Aventura que nos faz acordar cada manhã com expectativas, desejos, idéias, certezas e dependendo de nossa atitude otimista ou não na vida, incertezas e temores.
Falo isto porque tenho me surpreendido com certa freqüência com incertezas e temores quando decido sair à rua quando estou em Porto Alegre. Principalmente à noite.
É o medo do assalto na rua, na sinaleira, na volta da esquina. Na saída do cinema, no retorno do shopping. Na chegada na garagem na hora de voltar para casa.
E olha que eu sou uma irremediável otimista, que ama a vida intensamente e vejo os outros como irmãos na aventura de viver.
O nosso Estado, que tem sido exemplo em tantas coisas, agora encara uma triste estatística de violência urbana e rural nunca vista.
Neste período de Carnaval, assassinatos aumentaram. Dezenas de pessoas mortas. Pela violência e truculência da droga que avança em vilas e bairros nobres tomando conta de tudo e todos.
Mas também, está a outra violência: a violência por motivo fútil. Violência que aterroriza porque vem mascarada. Muitas vezes dentro de casa.
Esta violência vem nos anunciando que as regras e métodos para viver socialmente em Paz que usamos não funcionam mais.
Isso mesmo: estamos vivendo em uma sociedade onde as regras de respeito à vida do outro. Seja física ou psíquica ou afetiva ou financeira ou existencial não tem valor para o outro.
E o pior, este fracasso das regras de convivência saudável e pacifica contaminaram o próprio Estado.
Impotente, despreparado, indiferente, corrompido, conivente o Estado e seu braço jurídico enfraquecem cada dia.
A pouco, vimos uma autoridade estadual, responsável pela Segurança Publica, quebrar a regra do silencio e usar o poder do jornalismo para desabafar alertando sobre o risco que corremos todos que vivemos sob um Estado que vem perdendo para o Crime organizado.
Denunciava o tenente coronel de a Brigada Militar a tragédia que é prender o bandido, o traficante, o malfeitor e logo logo o mesmo estar solto nas ruas amparado em uma estrutura legal e jurídica que vem do século passado e que não atende mais as necessidades da nossa sociedade do século 21!
Ora! hoje os jornais, rádios e televisões divulgam (e que coisa boa que ainda conseguem divulgar para poder alertar) que um dos assassinos do menino Helio, que foi arrastado sem pena nem dó pelas ruas do Rio até a morte preso ao cinto de segurança do carro. Porque seu único crime tinha sido estar no carro com sua mãe, que cumpria a lei de transito e o amarrou ao cinto de segurança para preserva-lhe a vida.
Pobre mãe, sofrer o assalto e ver seu filho levado à morte nesse crime bárbaro que nos revolta e nos enraivece.
E hoje este mesmo assassino cruel está indo para as ruas solto pela própria lei do Estado.
O Estatuto do Menor manteve o assassino sob custódia até os seus 18 anos. Amparado pela Lei hoje ele sai com ficha limpa para as ruas do Rio. Ele mesmo que durante o seu recolhimento em instituto especial cometeu outro crime contra um guarda.
Sim, meus amigos, eu, que amo a vida como vocês, estou com Medo de ter medo dos outros.
Medo da violência dos homens e do Estado que não sabe defender à vida e a Paz.
2010 é ano de escolher os legisladores que tem o poder de mudar o Estado.
Esse Estado enfraquecido que deve mudar se não queremos ter Medo de ter medo dos outros nesta vida!.
Hoje é esta a minha opinião!
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