sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CLARICE LISPECTOR

Queridos ouvintes,

Sexta-feira é um dia bom sempre. E com a chegada do sol e o perfume da primavera melhor ainda.
Eu lembro que quando criança primavera para mim era sentir o perfume dos cinamomos, dos pessegueiros, do pé de jasmim do fundo de minha casa.
E também o vento. Como a primavera de minha infância era ventosa.
E eu gostava de correr com o vento me batendo no rosto. E era uma sensação tão gostosa.
Primavera nos traz uma vontade enorme de renovar. De florescer. De arrumar a casa. De chamar amigos para conversar.
Primavera por aqui é tão linda.
E nesta época de gripe A. De medo pela doença que mata e é tão contagiosa, bem vinda seja a estação das flores. Este tempo de abrir janelas, arejar a casa, de ter atividades ao ar livre.
E de fazer coisas prazerosas.
Cada um de nós tem os seus próprios prazeres na vida.
Cada um de nós somos criaturas únicas no mundo. Com nossa genética. Com nosso ambiente familiar e cultural nos moldando sempre.
Nunca deixamos de mudar, de fazer novas escolhas, de nos modificar assim como a natureza faz.
Também temos as nossas tormentas. Nem sempre é primavera na nossa vida.
Mas eu li dois artigos nesta semana que me fizeram pensar o quanto de nossa felicidade diária tem que ser objeto de nosso empenho e vontade pessoal.
Temos que criar na nossa vida espaços para a alegria e a saúde da alma.
Temos que cuidar do corpo sem esquecer que o novo conceito de saúde inclui o bem-estar também afetivo e psíquico.
Ganhei um livro de contos de Clarice Lispector. Essa escritora que domina como ninguém o texto.
O Livro se chama: “Felicidade Clandestina”. E o conto que lhe dá esse nome tem apenas 2 páginas.
Mas, meus amigos, que duas páginas que encerram o segredo mais intimo da escritora.
Ela que era uma leitora voraz. Ela que vinha da geração Monteiro Lobato. Como tantos de nós fomos com as historias maravilhosas do Sitio do Pica-pau amarelo.
Que nos mostraram como uma família se relaciona com alegria.
Mas, Clarice Lispector confessa que a Felicidade para ela seria sempre “aquela coisa clandestina”.
Que a gente quer ter mais ao mesmo tempo teme.
E tem medo de perder quando ela aparece suavemente em nossa vida.
Por isso, nesta primavera vamos fazer de tudo para que a felicidade que está sempre por ai nos cercando a todos... não seja mais clandestina.
Quando você abrir a janela para sentir o sol da primavera chegando... abra também a sua alma para ela.


Hoje é esta a minha opinião.

Bom fim de semana

PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
RADIO SALAMANCA FM
SEXTA-FEIRA 28 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

REFERENDO

Queridos ouvintes,

Sempre achei que o exercício da cidadania era essencial para a transformação positiva da sociedade onde vivemos.
Venho de família de políticos e educadores. Não sei se é essa origem que me fez sempre valorizar a minha participação cívica.
Não faço política partidária. Não tenho filiação política. Mas sempre, em todas as circunstancias me manifesto pública ou privadamente sobre a minha vida em sociedade.
O que acho correto. O que acho que não é saudável nem ético.
Pauto-me por valores éticos.
E não é fácil fazer esta prática diária com naturalidade nesta sociedade que nos impõe um presidente do Senado como um perfil ligado a corrupção mais hedionda. Porque, privatiza o que é público.
Porque hoje, aceitar a permanência do senador Sarney no comando do senado, com tanta corrupção levantada, significa rasgar valores éticos que devem ser o alicerce de uma democracia desenvolvida.
Estive no Rio de Janeiro e em Porto Alegre nesta semana e gostei de ver nas duas cidades a participação cívica em torno de idéias e ações sociais.
No Rio de Janeiro na manha de domingo ensolarado, em plena praia de Copacabana centenas de advogados, de todas as idades vestindo camisetas e empunhando bandeiras, defendendo a candidatura de um colega para a presidência da OAB.
Uma passeata e comício alegre, com o jeito carioca de ser. Sempre participativo.
Em Porto Alegre, a movimentação é o referendo que ser votará neste domingo: é uma consulta proposta pelo governo municipal perguntando aos moradores da cidade a sua opinião:
Se autorizam que numa área na orla do rio Guaíba, privatizada possam ser construídos prédios residenciais junto com edifícios comerciais.
A votação é facultativa.
Mesmo assim, a eleição deste domingo está mobilizando os moradores de Porto Alegre.
Na verdade, eles queriam que a pergunta fosse outra:
Se a empresa BM Par dona do local pudesse construir nesse local nobre, prédios de qualquer natureza, residenciais e comerciais.
Não é ir contra o desenvolvimento urbano.
Mas tem locais que não poderiam jamais ser privatizados.
Esse critério bem definido do que é PUBLICO e o que é PRIVADO, os políticos não tem.
Lamentavelmente.
Muitas vezes vemos privatizar praças, logradouros como se um bem privado fosse.
Está errado.
Eu que gosto de defender o que considero um bem público já recorri à Justiça para rever a privatização feita em nossa principal praça.
Desvirtuada no seu objetivo cultural.
Por isso, gostei tanto de ver que o Prefeito de Porto Alegre, pediu a comunidade de lá para se manifestar em referendo.
A democracia se fortalece e a sociedade amadurece com políticas assim.
Desde Quarai eu voto: NÃO A CONSTRUÇAO DE PREDIOS NA ORLA DO RIO GUAIBA. CIDADE QUE TEM O MAIS BELO POR DO SOL DO MUNDO.


PROGRAMA: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
Sexta-feira 21 de agosto de 2009
Radio Salamanca FM/ Quarai

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PRAÇA

Queridos ouvintes,
Estamos com um novo comandante de a Brigada Militar. E os comentários tem sido de elogios por ser um profissional da segurança pública muito firme. Principalmente no que se refere ao abuso dos que atropelam a lei com carros modificados com aparelhagem de som poluidora.
Muitas vezes eu tenho me referido aqui sobre o absurdo em que se transformou a noite do Centro de Quarai.
Como pode ser permitido que as ruas e a praça se transformem em palco de vandalismo. De abuso. De desrespeito as famílias que tem a noite para o descanso.
Enquanto todas as cidades, grandes capitais do mundo como Londres e Nova York. Pequenas e médias cidades no interior do estado. Todas aquelas que têm uma sociedade consciente que sabem que não se podem tolerar os pequenos crimes. Porque está provado que os pequenos crimes levam a médios e grandes crimes.
Todas estas sociedades querem viver em paz e sem violência tem utilizado o monitoramento eletrônico com câmeras nos locais de risco para coibir a violência urbana.
Eu venho insistindo que a praça de Quarai à noite e principalmente nos finais de semana tem se transformado em lugar de abuso de bebida, de risco do consumo de drogas.
Se comercializa ali bebida alcoólica com o mínimo rigor. Quem fiscaliza a noite?
Dezenas de vezes. Madrugada adentro liguei para o 190 de a Brigada Militar para pedir como cidadã que quer viver em paz que o abuso de toda ordem fosse reprimido e os vândalos punidos.
Muitas vezes reivindiquei para as autoridades o direito que nós moradores temos de trabalhar de dia, produzir bens e serviços e de noite termos o direito de descansar com tranqüilidade. Ninguém quer acordar sobressaltado no meio da madrugada porque meia dúzia de vândalos que imagino no tem compromisso com o trabalho de dia, saem à noite com aparelhagem de som a todo volume, rindo da impunidade e do destrato que fazem aos demais.
Acham-se acima da lei.
E fico preocupada porque o braço da lei muitas vezes está mesmo ausente. Para não dizer omisso.
E meus amigos, esta forma de viver em sociedade sem regras é o caminho mais curto para a violência em todas as suas formas.
Estes vândalos correndo pelas ruas de Quarai com motos e carros com som a todo volume são o exemplo claro que falhou a família, que falhou a escola, que falhou o Estado.
Até quando?
Hoje é esta a minha Opinião.


Programa: OPINIAO DE MYRNA PROENÇA
Rádio SALAMANCA FM/ QUARAI
Sexta-feira 7 de agosto de 2009.