sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ser Solidário


Queridos ouvintes,

Cheguei hoje de Porto Alegre. Encarar uma viagem de quase 600 quilômetros em um ônibus que para a toda hora. Um entra e e sai de gente. Um verdadeiro ônibus PINGA-PINGA.
E os que têm a necessidade de ir para a Capital para tratamento de saúde especializado ou por compromissos de trabalho, que acredito seja a maioria, encara esta viagem sem prazer, se preparando para a noite mal dormida e o corpo exausto na chegada.
E esta situação se arrasta. Mudanças são prometidas. Mas fica por isso mesmo.
Por quê?
Porque não há vontade política nem poder político de nossas lideranças para exigir a mudança.
Ainda bem que a volta à terra compensa.
Sempre é bom voltar a Quarai.
Uma Quarai que está sofrendo com o rigor do clima. Uma Quarai que tem visto sangas e o Rio Quarai crescer de forma inesperada e constante.
Uma Quarai, que tem um povo paciente.
As vezes até demais.
Uma Quarai, que confia na solidariedade dos amigos, parentes, anônimos, que na hora da tragédia estendem a mão para ajudar.
Ser solidário é tão importante como saber aceitar o gesto amigo quando se precisa.
É na hora da dor e da perda que se descobre o valor de uma mão amiga. Seja ela qual for.
E eu tenho certeza meus amigos. Que os que passamos nesta vida por necessidade de afago, de compreensão, de ajuda, de um ombro amigo ou um empréstimo material ou afetivo, sabemos bem o que significa ter alguém solidário ao nosso lado na hora da necessidade.
Por isso, hoje, ao chegar a Quarai novamente enfrentando mais uma enchente que mantém apreensivas tantas famílias, eu pensei nessas dezenas de pessoas que emprestam sua solidariedade e seu trabalho generoso para ajudar quem precisa.
Muitas conhecidas, outras tantas anônimas.
Mas quem recebe jamais esquece o gesto. Eu, como tantos de vocês, que nesta vida enfrentamos em algum momento dificuldades sabemos que não se esquece uma mão amiga estendida.
Por isso, a eles, aos amigos anônimos ou não que nesta vida nos ajudaram com sua solidariedade efetiva e afetiva na hora da dor vai o meu pensamento agradecido.
Como sei é também o sentimento dos que hoje estão passando pela dor de ter suas casas danificadas pelo rigor das águas ou dos ventos.
Uma dor compartilhada nos faz mais fortes e muitas vezes faz milagres!

Hoje é esta a minha opinião.

Boa Tarde!

Programa: Opinião de Myrna Proença
Rádio Salamanca FM/Quaraí
Sexta-feira dia 20 de novembro de 2009.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Omissão do Poder Público

Queridos ouvintes,

Vivemos em sociedade. Não tem outro jeito se não conviver com os outros. E é no convívio social que vamos identificando o prazer ou o desgosto. A alegria ou a tristeza. O orgulho de ir nos desenvolvendo ou a vergonha de conviver com o pequeno ou o grande delito.
O comportamento dos outros nos influencia, para o bem ou para o mal.
Em uma sociedade pequena como a nossa esta máxima se faz mais evidente ainda.
Com a experiência que a idade nos trás, ficamos mais tolerantes com os pequenos deslizes dos outros, mas não com os pequenos delitos. Porque não existe pequeno delito que não se transforme em grande, se não se pune adequadamente.
Também, a experiência da idade nos faz sermos rigorosos com a qualidade de vida que queremos ter para nós e nossa sociedade.
O tempo voa. Cada dia tem que ser desfrutado com intensidade e alegria, segurança e prazer.
Falo isto porque Quarai vem se acostumando com os pequenos delitos.
É a poluição sonora que não nos deixa conviver com o silencio reparador depois de um dia de trabalho.
Era uma meia dúzia de infratores com os carros de som perturbando o descanso. Mas como não são coibidos como merecem, vem aumentando o numero.
Impondo seu gosto musical duvidoso de dia e principalmente à noite.
Exibicionismo de jovens e não tão jovens, que passam a madrugada donos das ruas e da Praça de Quarai.
Ninguém para punir. Ninguém para defender a lei e os bons costumes.
Quarai não tem nenhuma lei adaptada aos tempos modernos, que exige que o cidadão tenha preservada a sua saúde, sua tranqüilidade e seu espaço domestico com qualidade para o descanso.
Não temos aqui o que nas sociedades desenvolvidas se chama DIREITO AO SILENCIO.
E nem o respeito do espaço público que esta sendo assustadoramente privatizado na Praça de Quarai.
E o que assusta mesmo é que o Poder Público que deve defender esse espaço insiste na velha e ultrapassada prática de tapar o sol com a peneira. Distribuindo a torto e a direito alvará para o uso e o abuso comercial de um lugar que deveria ser para o lazer das crianças em espaço verde privilegiado.
Mas não é isto que estamos vendo acontecer pelo contrário.
Aumenta na praça a venda de bebida alcoólica que esta sendo cercada por todo tipo de comercio: regular e irregular.
A venda de bebida alcoólica é considerada pelos médicos que tratam do avanço da dependência química e das drogas nos jovens um problema social que deve ser tratado com extremo rigor.
Com lugar, horário e principalmente FISCALIZAÇAO 24 horas, já que a venda de bebida alcoólica acontece nas 24 horas do dia na nossa praça..

Sim meus amigos, o centro e nossa praça se tornaram um lugar perigoso e de risco nas noites. Principalmente nos finais de semana.
Onde está a fiscalização? Quanto fiscal tem o Poder que dá Alvarás, ou seja, permissão para comercializar bebida alcoólica e depois se omite?
Quem fiscaliza o comercio noturno de bebidas?
Não tenho mais filhos adolescentes, mas nem por isso fico indiferente ao que está acontecendo com nossa praça e com as ruas de Quarai.
Nem me omito da luta que deve ser de todos contra o avanço da Droga e os chamados pequenos crimes. Nenhum crime é pequeno em sociedade meus amigos..
A Droga escraviza o jovem. Maltrata a família. Violenta a sociedade.
E demais está repetir o que falam todos os especialistas: O álcool é a primeira porta de entrada para as demais drogas.

Hoje é esta a minha Opinião. E fico aqui esperando a palavra e a boa ação do Poder Público.


Boa tarde!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

APOSENTADOS

Queridos ouvintes,

Sendo a filha mais nova de uma família de 5 filhos aprendi desde cedo a ter noção de Justiça.
Aliás, acho que é na convivência familiar que se aprende este valor que é dos mais importantes de ter na vida toda.
Depois, na escola, na convivência com os colegas, fui entendendo na prática como esse conceito vital de JUSTIÇA vai sendo introduzido nas nossas vidas para sempre.
O que é no começo de nossa vida social apenas um sentimento não muito claro, parecido até com um instinto humano, com o passar dos anos e a convivência com os outros, o nosso conceito de Justiça se torna uma força interior que nos move e nos cobra todo o dia: Ser ou não ser Justo é um grande dilema na hora do conflito. Seja ele particular ou social.
Sim, meus amigos, o sentido de Justiça que cada um tem introjetado dentro de si, pode nos confundir às vezes, se estamos com pressa na hora da analise de uma situação complicada para decidir se tal ato é JUSTO OU INJUSTO.
O conceito de Justiça é um valor que vamos construindo junto com a nossa formação ética e moral no dia a dia.
E é um insubstituível sentimento de humanidade que nos fará piores ou melhores para nós e para as pessoas com quem convivemos.
Levanto esta questão hoje com vocês porque eu tenho experimentado uma sensação de impotência frente aos atos gritantes de injustiça que venho acompanhando sobre o “Projeto que estende a todos os aposentados e pensionistas o mesmo índice de correção dos benefícios do salário mínimo”.
Nada mais cristalino sob a óptica da Justiça, que o reajuste que serve para um trabalhador tem que ser dado para o outro, esteja ele na ativa trabalhando ou aposentado depois de ter trabalhado uma vida toda contribuindo para a sociedade.
Eu não estou aposentada, mas mesmo assim, levanto a minha voz junto aos milhares de aposentados que se uniram aos que ontem em Brasília lotaram as galerias da Câmara dos deputados pedindo a aprovação do projeto.
Por uma questão de Justiça este projeto tem que ser aprovado.
Aliás, já vem tarde.
O Governo federal, que se vangloria de ser movido pelo “social” é contra ao Projeto que tem na sua origem um senador do seu próprio partido: Senador Paim.
Usando seu poder de manobra da pior espécie o governo utilizou um obscuro deputado da Bahia: JOÃO CARLOS BACELAR É O Nome dele.. Seu partido político? É o diminuto PR.
Sim meus amigos: aposentados, filhos de aposentados, netos, e cidadãos que defendem a Justiça e valorizam o trabalho nesta vida, temos que fazer uma limpa nas próximas eleições.
Tirar da vida pública quem depois de eleito fica de costas para nós eleitores, cometendo crimes de todo tipo contra a cidadania. O pior deles é votar a favor da INJUSTIÇA.

Mas para isso, temos que estar muito atentos, sabendo quem são eles.
E para completar este ato injusto do Governo. Mais um outro ato escandaloso de Injustiça contra os cidadãos de terceira idade: o ministro da Saúde determinou que a fila dos transplantes de órgãos mude a ordem da fila, colocando para o fim da mesma as pessoas da terceira idade. A prioridade na hora de um transplante agora no país é a dos menores de 18 anos!.
Meus amigos, Eu estou entre incrédula e perplexa. Ou melhor, “enojada” com este desrespeito aos mais velhos!
Estão sendo tratados com cidadãos de segunda classe. As eleições estão chegando e nesta hora, todos: jovens e velhos se igualam no poder de seu voto.
Com certeza, os eleitores da terceira idade e os que querem devolver o sentido de Justiça no país, vão saber votar certo! E dar uma lição aos maus políticos que insistem em cometer injustiça.
Hoje é esta a minha OPINIÃO. Boa tarde!


Programa: OPINIÃO DE MYRNA PROENÇA
Radio Salamanca FM
Hora: Jornal do Meio Dia.