Queridos amigos,
Hoje é sexta-feira 13.
Muitos por brincadeira, e outros tantos porque têm a fantasia como coisa séria na vida, acreditam que o número 13 é um número de risco.
De mal auguro ou pouca sorte.
Olha, eu nasci em um dia 13. E de agosto ainda. E gosto de brincar, e acredito também, que ter fantasias é coisa séria na vida.
Mas, com certeza, o número 13 é inofensivo coitadinho.
Gosto do número. Não trocaria o dia do meu nascimento mesmo.
Nascer. Viver. É um premio da natureza. Da misteriosa força da vida. Portanto, sou feliz com o meu número 13.
Nos Estados Unidos esta tradição quanto ao número 13 é tanta que muitos prédios para evitar o número, passam do andar 12 para o 14 direto. Querem evitar o 13 de qualquer jeito.
Preconceitos aparte. O ser humano é personagem complexo mesmo, imagina que em pleno século 21 e com tanto assunto importante para tratar fica brincando com isso.
É a parte lúdica que nos humaniza. Brincar é coisa de criança, mas também de gente grande.
Mas falando em coisa séria e importante. Ontem de noite aconteceu em nossa cidade uma reunião que pode ajudar a melhorar a nossa vida comunitária influenciando nas políticas públicas, quanto à prevenção ao uso e abuso das drogas.
Refiro-me a organização legalizada do Conselho Municipal de Combate às Drogas, entidade que reúne representantes governamentais e principalmente representantes da nossa comunidade para ações de prevenção e correção desta epidemia social que são as drogas.
O uso de drogas, todas elas vem acompanhadas sempre de muita dor e violência. Não somente para o usuário como para as famílias e a comunidade toda.
No meio dessa luta, está um negocio altamente lucrativo e criminoso.
Não é luta para ingênuos ou amadores.
É luta para profissionais, para as famílias, para a escola, para os poderes públicos, para todos os que amam a vida.
Por isso, vejo com alivio que nossa Quarai, vai avançar, à semelhança de outros municípios, na construção de uma estratégia eficiente e urgente no combate às drogas com a formação do Conselho Municipal de Combate as Drogas..
Sim, amigos, é um combate. Porque estamos vivendo uma guerra.
E a primeira vítima é a criança e o jovem adolescente. Vítimas que cada dia que passa, abandonam a vida para encarar a morte.
E isso com certeza, não é brincadeira. É a coisa mais séria que a comunidade de Quarai tem que encarar com urgência.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa Tarde
Ouça o Programa Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
Queridos ouvintes,
Entre tantos assuntos para conversarmos hoje, eu escolhi um tema que sempre me intriga tanto na minha vida pessoal, como principalmente na minha atuação profissional: Quando agir e como agir frente a uma injustiça.
É aquela ação que temos que tomar na vida para tentar reparar ou evitar uma injustiça.
Muitas vezes paramos para pensar frente a um fato que contraria os nossos valores.
Faço ou não faço? Tomo atitude ou não? Exponho-me ou não?
Parto para a ação ou não?
Quantas vezes cada um de nós se viu nesse dilema meus amigos.
É da natureza humana ter a lógica e a ética para nos pautar na vida.
Vivemos atualmente em um mundo em crise, não somente no âmbito econômico, mas principalmente no campo ético. O campo dos VALORES que moldam a vida humana em sociedade.
Por isso, foi com violenta emoção que fiquei sabendo via rádio e jornal sobre o gesto heróico de um soldado da Brigada Militar em Porto Alegre.
Jackson Pioner é o nome dele.
Tem 43 anos e 23 anos de profissão, fardado na Corporação.
Vinha ele saindo do Hospital Ernesto Dornelles, acompanhando a sua mulher doente quando se deparou com um tumulto ao redor do Arroio Dilúvio na Capital.
Um tumulto de pessoas assistindo indiferentes a um ato de selvageria cometido por 5 rapazes moradores de rua contra um outro morador de rua: A pauladas e pedradas os rapazes linchavam o outro que estava caído e se afogando nos detritos do Arroio Dilúvio em uma das mais importantes avenidas de Porto Alegre: A Avenida Ipiranga.
Pior, a poucos metros do Palácio da Policia e da Policia Federal.
Apesar da selvageria da agressão, o que mais surpreendeu o soldado da PM foi a inércia, a indiferença, a falta de ação, a total falta de atitude das dezenas de pessoas que assistiam impassíveis a este ato onde um ser humano era trucidado por 5 pessoas a pauladas em um arroio cheio de esgoto.
Pessoas? podemos chamá-los assim? Seriam Cidadãos? Seres civilizados? Seres humanos?
Que tipo de ser é esse que em turba agride o outro com selvageria e covardia?
Que tipo de cidadão é esse?
Que tipo de pessoa age desse jeito?
Que sociedade é esta em que vivemos que produz este ato selvagem.
Onde entre dezenas de pessoas: criminosos ativos e criminosos passivos somente temos um homem que se arrisca heroicamente para interromper a injustiça.
Sim meus amigos, porque todo ato de violência é injusto nesta vida.
Jakson Pioner é o nome dele. Soldado da Brigada Militar. 43 anos.
Do episodio ele saiu como herói e como todo herói na humildade declarou:
“Eu pedia ajuda e ninguém ajudava. Minha mulher estava doente e não podia descer.... Desci sozinho e ninguém ajudou...
Diziam: deixa morrer é vagabundo. Eu disse: “Não. Eu sou da Policia, fosses se afastem que eu vou tirar ele da água. Justiça não serão vocês que vão fazer. Isso não é Justiça”.
Como pessoa este soldado me deu uma esperança. Como profissional do jornalismo estas reportagens do radio e o jornal mostrando o ato fazendo pensar e agir me lavaram a alma.
Este programa vai para você soldado JACKSON PIONER.
Você orgulha a sua corporação e a todos os que acreditamos no homem justo.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa Tarde!
Programa: Opinião de Myrna Proença
Sexta-feira: 6 de março de 2009.
RADIO : SALAMANCA FM/ QUARAIe.mail: salamancafm@terra.com.br
Ouça o ProgramaPrograma : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.