Queridos ouvintes,
Como é bom ver exemplos de sucesso. Seja este pessoal ou profissional. Eu gosto muito de ver como as pessoas, sejam do meu convívio ou não, progridem e conseguem realizar seus sonhos.
Gosto mesmo. Fico feliz com o sucesso das pessoas.
Assim como fico “constrangida com exemplos de inveja”. Sentimento este que tanto mal faz as pessoas. Aliás, os estudiosos explicam que quem mais sofre não é o invejado, mas o que inveja.
Mas não é desses sentimentos menores que quero falar hoje. Pelo contrario.
Quero falar da maravilha que é ver como a região da Serra criou um espaço de desenvolvimento sustentado no trabalho árduo e na determinação dos imigrantes europeus- da Itália principalmente- que ali chegaram ,formaram família e criaram riqueza.
Estive visitando a região dos vinhedos na Serra.
Fiquei deslumbrada com a mudança empresarial dos produtores de vinho que empenhados em desenvolver a produção do vinho e o turismo local estão provocando mudanças importantes e profundas na forma de trabalhar.
Entenderam que precisavam ser competitivos e decidiram sê-lo. Porque o mercado do vinho e do turismo internacional avança.
E permanecem e crescem somente aqueles que definem metas e se qualificam para alcançá-las.
Visitei duas vinícolas: Dom Laurindo (cujo patriarca tem 80 anos e continua trabalhando) e ao lado a vinícola
Que também está associando a produção de vinho de qualidade à indústria do turismo.
O sistema de plantar os vinhedos foi modernizado para se adaptar até ao aquecimento solar que avança e compromete a produção.
As novas gerações se qualificam constantemente. Nas duas vinícolas que visitei, os donos ou sócios, são enólogos com experiência profissional no exterior de altíssimo nível.
Visitação orientada. Degustação de vinhos finos é pratica que conquista os turistas e com certeza aumenta a demanda.
Fiquei encantada com a organização e o planejamento estratégico dessas famílias de produtores que se prepararam para o mercado crescente e exigente do turismo rural.
Claro que o poder público está investindo com estradas impecáveis de acesso e infra-estrutura.
Mas a postura empresarial dos produtores faz com que nenhum detalhe fique de fora deste processo de conquista do turista.
Os vinhedos-padrão iniciam com plantações de roseiras.
Isso mesmo. É deslumbrante ver nesta primavera as centenas de roseiras de todas as cores plantadas no começo de cada vinhedo.
E eu fico imaginando quando teremos um processo assim na fronteira. Seja associado ao vinho ou a qualquer outra atividade que produza empregos e desenvolvimento sustentado.
Com certeza, enquanto nos penalizarem com a lei diluviana que não permite investimento de capitais internacionais até 150 quilômetros de nossa fronteira, ficaremos olhando o progresso dos outros.
E com certeza também, não é olhar de inveja, mas de admiração que motiva e desafia.
Hoje é esta a minha Opinião!
Bom fim de semana!
Programa: Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM/ Quarai/RS
AUDIO: http://www.salamancafm.com.br/podcast_opiniao/prog_19_11_10.html
terça-feira, 23 de novembro de 2010
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