sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Omissão do Poder Público

Queridos ouvintes,

Vivemos em sociedade. Não tem outro jeito se não conviver com os outros. E é no convívio social que vamos identificando o prazer ou o desgosto. A alegria ou a tristeza. O orgulho de ir nos desenvolvendo ou a vergonha de conviver com o pequeno ou o grande delito.
O comportamento dos outros nos influencia, para o bem ou para o mal.
Em uma sociedade pequena como a nossa esta máxima se faz mais evidente ainda.
Com a experiência que a idade nos trás, ficamos mais tolerantes com os pequenos deslizes dos outros, mas não com os pequenos delitos. Porque não existe pequeno delito que não se transforme em grande, se não se pune adequadamente.
Também, a experiência da idade nos faz sermos rigorosos com a qualidade de vida que queremos ter para nós e nossa sociedade.
O tempo voa. Cada dia tem que ser desfrutado com intensidade e alegria, segurança e prazer.
Falo isto porque Quarai vem se acostumando com os pequenos delitos.
É a poluição sonora que não nos deixa conviver com o silencio reparador depois de um dia de trabalho.
Era uma meia dúzia de infratores com os carros de som perturbando o descanso. Mas como não são coibidos como merecem, vem aumentando o numero.
Impondo seu gosto musical duvidoso de dia e principalmente à noite.
Exibicionismo de jovens e não tão jovens, que passam a madrugada donos das ruas e da Praça de Quarai.
Ninguém para punir. Ninguém para defender a lei e os bons costumes.
Quarai não tem nenhuma lei adaptada aos tempos modernos, que exige que o cidadão tenha preservada a sua saúde, sua tranqüilidade e seu espaço domestico com qualidade para o descanso.
Não temos aqui o que nas sociedades desenvolvidas se chama DIREITO AO SILENCIO.
E nem o respeito do espaço público que esta sendo assustadoramente privatizado na Praça de Quarai.
E o que assusta mesmo é que o Poder Público que deve defender esse espaço insiste na velha e ultrapassada prática de tapar o sol com a peneira. Distribuindo a torto e a direito alvará para o uso e o abuso comercial de um lugar que deveria ser para o lazer das crianças em espaço verde privilegiado.
Mas não é isto que estamos vendo acontecer pelo contrário.
Aumenta na praça a venda de bebida alcoólica que esta sendo cercada por todo tipo de comercio: regular e irregular.
A venda de bebida alcoólica é considerada pelos médicos que tratam do avanço da dependência química e das drogas nos jovens um problema social que deve ser tratado com extremo rigor.
Com lugar, horário e principalmente FISCALIZAÇAO 24 horas, já que a venda de bebida alcoólica acontece nas 24 horas do dia na nossa praça..

Sim meus amigos, o centro e nossa praça se tornaram um lugar perigoso e de risco nas noites. Principalmente nos finais de semana.
Onde está a fiscalização? Quanto fiscal tem o Poder que dá Alvarás, ou seja, permissão para comercializar bebida alcoólica e depois se omite?
Quem fiscaliza o comercio noturno de bebidas?
Não tenho mais filhos adolescentes, mas nem por isso fico indiferente ao que está acontecendo com nossa praça e com as ruas de Quarai.
Nem me omito da luta que deve ser de todos contra o avanço da Droga e os chamados pequenos crimes. Nenhum crime é pequeno em sociedade meus amigos..
A Droga escraviza o jovem. Maltrata a família. Violenta a sociedade.
E demais está repetir o que falam todos os especialistas: O álcool é a primeira porta de entrada para as demais drogas.

Hoje é esta a minha Opinião. E fico aqui esperando a palavra e a boa ação do Poder Público.


Boa tarde!

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