sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Premio Nobel de Economia: A comunidade tem vez

Queridos ouvintes,
Todos os anos o mundo cientifico e intelectual espera com expectativa os ganhadores do Premio Nobel.
Este premio começou a ser entregue em 1901 pela Real Academia Sueca que escolhe os ganhadores em diversas categorias do saber humano.
Receber o premio Nobel é a maior honraria mundial para um cidadão. Um cientista ou intelectual que recebe o Premio passa a ocupar um lugar histórico e tem sua carreira transformada para sempre.
Não somente pelo reconhecimento sobre a qualidade de seu trabalho em beneficio da humanidade como pelo valor em dinheiro do premio. Que é cifra milionária.
São várias categorias e todas importantes.
O premio leva o nome em homenagem ao cientista sueco Alfred Nobel que inventou a dinamite, um explosivo sólido que lhe deu sucesso imediato: vendeu mais de 350 patentes e teve empresas espalhadas em mais de 20 países.
O cientista não imaginava nem quis que seu invento: a dinamite fosse usada também para o mal.
E foi.
Por isso deixou toda sua fortuna ao morre, em 1896, para a Fundação Nobel administrada pela Real Academia Sueca de Ciências. E são os rendimentos de sua fortuna que cada ano premia a intelectualidade mundial.
Neste ano, aconteceu uma grande surpresa: por primeira vez uma mulher recebeu o Nobel de Economia que dividiu com um compatriota americano.
E o melhor, é que esse premio foi pelo impacto da sua pesquisa sobre o comportamento dos homens e mulheres comuns na sociedade.
Elinor Ostron de 76 anos da Universidade de Indiana nos Estados Unidos pesquisou lagos, florestas e pastagens e o cuidado que as comunidades ali presentes davam a eles e desafiou as teorias sociais que afirmavam que a propriedade comunitária é mal gerenciada e deveria ser regulada pelos governos.
Ela descobriu que quando os indivíduos trabalham juntos, podem construir novos caminhos e solucionar problemas sem precisar entregar os recursos naturais para os governos.
A teoria revolucionaria desta pesquisadora parece tão simples: o papel indispensável do individuo trabalhando em comunidade, aprendendo a gerenciar os seus recursos naturais comuns.
Com ajuda do Governo, mas sem alienar o seu direito de participação ativa.
O impacto relevante da pesquisa cientifica desta primeira mulher ganhadora do Nobel de Economia, está em que nos novos Modelos de defesa do meio ambiente para deter o aquecimento global que vem assustando os governos do mundo todo, o papel dos indivíduos trabalhando em comunidade terá que ser reconhecido. Pela sua eficiência. Pela criatividade de soluções que um grupo social trabalhando junto pode descobrir.
De maneira simples é reconhecer que as soluções para os problemas globais da questão ambiental não devem ficar restrito a políticos e gestores de gabinete.
Daqui para frente esta pesquisa cientifica merecedora de um Premio Nobel prova que não pode ser mais assim.
E cada um dos indivíduos trabalhando em ações comunitárias tem um papel de valor indispensável na transformação do mundo que vivemos e está pela poluição e o mal uso de seus recursos naturais levando a humanidade à doença, esgotamento de nosso planeta.
Bem vinda seja esta descoberta feita por uma mulher que passou 76 anos estudando isto.
Com certeza, onde estiver Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu se sentindo culpado pelo poder destruidor da sua descoberta, deve estar feliz.
Como eu e todos os que nunca duvidaram do papel transformador do trabalho feito em comunidade.
Hoje é esta a minha Opinião!
Boa Tarde!


Programa: Opinião de Myrna Proença
Radio Salamanca FM

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