Faltei ao nosso encontro da sexta-feira. Estava participando de uma aventura.
Isso mesmo, meus amigos.
Uma aventura e tanto que encarei com a irresponsabilidade de uma adolescente que gosta de se testar.
Fui participar de uma cavalgada na costa do mar lá pelas praias de Rocha no Uruguay.
O nome da cavalgada era: “CAVALGATA DE LA LUNA LLENA”.
Com um nome tão convidativo, como eu poderia me negar a participar?
Depois das primeiras dúvidas, logo me enchi de coragem e me animei a me testar cavalgando 58 quilômetros em 3 dias.
Isso mesmo. Cavalguei 58 quilômetros junto com mais 50 ginetes.
O grupo era integrado por jovens, adultos e até 8 crianças com os seus pais.
Alguns vindos da argentina. Havia uma européia e uma norte-americana.
De todas as profissões.
Mas todos aventureiros e excelentes parceiros.
A maioria experiente em esse tipo de esporte ecológico. Sei lá como se pode chamar.
O certo é que nunca mais vou ver os campos, as dunas, os rios,
a lua cheia, nem os cavalos da mesma forma, depois desta Cavalgada.
Eu testei o meu corpo ao limite. Mas deixei a minha alma livre e solta.
Para mim foi o meu Caminho de Compostela. Aquela peregrinação que fazem os que querem se conhecer mais.
E eu gostei da experiência. E quero repetir. E fazer que outros participem dessa maravilha que é cavalgar no meio da natureza em grupo.
Levantar cedo. Sentir a brisa da manha. Tomar o café fumegante e partir para fazer uma trilha pelo campo, pelo mato, passando arroios, vendo aqui e ali a natureza esplendorosa.
Campos com plantações de milho, arroz, girassóis. Campos com gado. Com lagoas, arroios limpos. Com palmeiras e com umbus. Tudo convivendo numa total harmonia da natureza.
E o melhor, no fim da jornada, exaustos pela cavalgada, ter vontade de curtir um fogo de chão e um violão.
Sim, porque não podemos esquecer a música nessa aventura.
Foi bom demais.
Desde criança que eu não cavalgava mais. Aprendi a cavalgar na infância com o meu avô campeiro.
E nunca mais esqueci o gostoso que é.
Por isso, meus queridos amigos, perdoem a minha ausência na última sexta-feira. Eu estava lá participando de uma aventura tentando descobrir mais um segredo sobre mim.
E consegui.
Porque não há idade para a alma inquieta. Nem limites para se testar.
Hoje é esta a minha opinião.
Boa tarde!
Ouça o ProgramaPrograma : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM.
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