sábado, 8 de novembro de 2008

Obama

Queridos ouvintes,

Nestes últimos dias tivemos a demonstração de como o mundo ficou realmente globalizado.A crise econômica no mercado da maior potencia mundial: Os Estados Unidos e a campanha eleitoral que elegeu: Barak Hussein Obama a presidência daquele país mobilizou o mundo todo.Os noticiários de todas as redes de comunicação em todos os continentes foram pautados pelo que acontecia nas Bolsas The Wall Street/em Nova York, no Congresso americano em Washignton e nas ruas dos Estados Unidos.Descobrimos de forma clara o quanto somos países periféricos dependentes, não somente da economia como da política dos Estados Unidos.O que acontece lá repercute aqui, nas nossas vidas.Juros que sobem. Preços que despencam ou aumentam de uma hora para a outra segundo o que mercado americano vivencia.Nosso país, por ser um mercado dependente da economia primária, vê a nossa economia dolarizada, flutuar de um lado para outro em menos de 24 horas.Empregos que somem: em São Paulo 1000 trabalhadores da construção civil são demitidos diariamente. E são trabalhadores com pouca especialização, como também, engenheiros e arquitetos de alto padrão técnico.Esta crise internacionalizada não escolhe classe. Atinge a todos de uma maneira ou outra.A crise americana deixou a descoberto a globalização, a dependência e a fragilidade do mercado capitalista.Os Estados Unidos imersos em uma guerra absurda no Iraque, com o país dividido e assustado com a quebra da Banca, encarou uma eleição presidencial que mudou valores na sociedade americana.
Mais de 80 milhões de eleitores foram às urnas nos Estados Unidos voluntariamente. (porque votar lá não é ato obrigatório).Mesmo assim o norte americano em uma demonstração de participação cívica ficou até 6 horas em uma filha para votar.Foi eleito presidente da maior potencia mundial: BARAK HUSSEIM OBAMA, um jovem senador de raça negra, filho de pai africano e mãe branca americana.. Ganhou com uma diferença de 7 milhões de votos.O mundo todo acompanhou surpreso a demonstração democrática do povo americano, que quebrou preconceitos de maneira radical elegendo o primer presidente negro com idéias tão conflitantes com os rumos atuais do seu país..Barak Obama assumiu conceitos e compromissos com a pacificação do mundo. Anunciou a retirada das tropas americanas no Iraque. Isto em um país onde a guerra tem sido uma constante e o conceito de impor pelas armas os seus interesses foi permanente na sua história.Lembro meus amigos, que quando, como bolsista, fui estudar em Michigan nos Estados Unidos, entre tantas coisas que ali aprendi e que mudaram meu jeito de pensar e viver: foi o compromisso que os cidadãos têm que ter com a vida em comunidade.
Como estudante estrangeira foi recebida por uma família americana como se parte de sua família fosse e estando lá durante uma eleição presidencial: Eleição de 68 que elegeu Richard Nixon como presidente eu via admirada como a minha família americana se envolvia na Escola, Na Igreja, nas Ruas, onde quer que fosse para que a guerra do Vietnam acabasse.Estive lá no famoso ano de 68. Embora adolescente senti o impacto da morte do líder negro Martin Luther King. Em 69 o primeiro homem pisou na LUA e os americanos se retiram do Vietnam.Foi nessa época que acontece Woodstock reunindo milhares de artistas e jovens no maior espetáculo de rock e do movimento pacificista hippie do mundo.Foi também em 69 que um milhão de pessoas caminhou nas ruas de Washington pedindo para acabar com a guerra do Vietnam.Sim, meu amigos, Eu estou feliz com o resultado da eleição americana, porque sei o quanto dependemos deles ainda!Eu fui uma eleitora virtual de BARAK HUSSEIM OBAMA!Agora como eleitora, embora virtual, vou esperar que cumpra os seus compromissos e promessas pacifistas!Eu fico aqui imaginando que o pacifista negro Martin Luther King onde ele estiver deve estar feliz sabendo que o seu sonho aconteceu!
Hoje é esta a minha.

Opinião.Boa Tarde!

Programa : Opinião de Myrna Proença na Radio Salamanca FM

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